Chávez visita de surpresa academia militar venezuelana

Em seu primeiro ato público desde seu retorno ao país de Cuba, presidente venezuelano critica opositores que duvidam de seu câncer

iG São Paulo |

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, visitou nesta quinta-feira de surpresa os cadetes da Academia Militar Alejandro Petión, em Fuerte Tiuna, no primeiro ato público que participa desde seu retorno ao país na segunda-feira, após passar por duas cirurgias em Cuba. Ele foi ao local saudar e felicitar os 550 oficiais técnicos que se graduaram nesta quinta-feira.

O presidente, que ainda batalha contra um câncer , foi ao local vestido com roupa esportiva da Academia Militar e passeou pelas instalações cumprimentando oficiais e cadetes, acompanhado do ministro da Defesa venezuelano, o general Carlos Mata.

Nas instalações do Fuerte Tiuna, recordou que passou por duas operações, sendo uma delas para extrair um tumor maligno, criticando "uma minoria enlouquecida" que duvida de sua doença.

"Alguns dizem que é mentira que fui operado duas vezes. Se me veem o abdome, claro que não vou mostrá-lo, mas tenho não sei quantos pontos. Tenho uma recuperação positiva nessa primeira etapa, (mas) vêm outras", afirmou.

O líder disse também que, por causa de sua recuperação, não pode exagerar em um de seus hobbies, andar a cavalo. "Não devo me exceder, devo frear o cavalo", disse. "Estou como se tivesse nascido novamente. Comecei uma nova vida como cadete nesse pátio", declarou Chávez, destacando a importância que teve para sua vida a passagem pela Academia.

O presidente afirmou que 1,2 mil cadetes foram condecorados por participar no desfile cívico-militar pela comemoração do Bicentenário da Independência, em 5 de julho. Acompanhado de vários chefes militares, Chávez deu ordem para o início do evento à distância , desde o palácio presidencial de Miraflores, em Caracas.

Chávez retornou na segunda-feira de Cuba após quase um mês de ausência, a maior parte do tempo em Havana, onde extraiu em 20 de junho um tumor na "zona pélvica". Mas nada se sabe sobre a gravidade da doença e a natureza de seu tratamento.

*Com EFE

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