Chávez tem banho de multidão em estádio sírio; mundo protesta contra ele

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, recebeu nesta sexta-feira um banho de multidão num estádio lotado em Suaida, provincia do sul da Síria que conta com 200.000 emigrantes venezuelanos.

AFP |

"Viva Chávez", "viva Chávez"! gritaram milhares de moradores desta província drusa.

"O Estado de Israel se converteu em lacaio assassino. Daqui saúdo o povo de Israel mas condeno seu governo genocida que persegue o povo heróico da Palestina", disse o presidente em discurso, acrescentando que "Israel deve devolver as colinas de Golã e os territórios que pertencem à Síria".

Situada num maciço vulcânico do sul da Síria, a província de maioria drusa de Suaida possui 600.000 habitantes.

A recepção constratou com centenas de pessoas que foram às ruas nesta sexta-feira em diversas cidades do mundo contra o presidente da Venezuela.

Com palavras de ordem como "Não mais Chávez" e "Chávez ditador", manifestantes marcharam pacificamente em 20 cidades colombianas.

Também houve concentrações em Nova York, Madri, Paris, Bruxelas, Hamburgo, Toronto, e até Caracas. Aí centenas de pessoas demonstraram sua repulsa às políticas do presidente Hugo Chávez que, segundo eles "empobrecem", "dividem" "manipulam" os venezuelanos.

"Chavez não quer gerar bem-estar mas oprimir e empobrecer o povo, levar a Venezuela ao confronto, prender os que se opõem. Usa o nome de nosso libertador, Simón Bolívar, como desculpa para sua revolução, manipulando seu legado histórico", disseram os manifestantes num documento lido na ocasião, numa avenida do leste de Caracas.

Vestidos de branco, levando bandeiras venezuelanas e conclamando "Não mais Chávez", os venezuelanos denunciaram o "desperdício" dos recursos do país, a "intransigência" do presidente e sua "intromissão" em assuntos de outros países.

"Esta é a maneira de demonstrar nossa rejeição às políticas interna e externa do presidente Chávez, para mostrar que queremos uma Venezuela diferente, livre e soberana", declarou Héctor Castillo, professor universitário.

O grupo "Marcha Mundial contra Chávez em 4 de Setembro" criado pelo colombiano Alejandro Gutiérrez, um economista e empresário de 28 anos, teve, em 10 dias, 342.538 adesões no site de relacionamento Facebook.

Ao mesmo tempo, grupos de simpatizantes do presidente venezuelano anunciaram eventos para apoiá-lo em 50 países.

Em poucos dias, numerosos grupos contrários a Chávez, criados através da internet em diferentes partes do mundo fizeram circular a informação.

De Caracas a Sydney, passando por Nova York e algumas capitais europeias, serão realizadas manifestações.

bl-il/sd

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