Chávez suspende racionamento de energia em Caracas

CARACAS (Reuters) - O presidente venezuelano, Hugo Chávez, decidiu suspender um polêmico racionamento de energia elétrica em Caracas ao admitir que o plano provocou inconvenientes, e pediu a demissão do ministro de Energia. Horas antes, ele havia defendido os planos de economia de energia mediante cortes de quatro horas a cada dois dias, acusando seus antecessores e a falta de chuvas pela crise no setor.

Reuters |

"Ordenei a suspensão dos cortes elétricos" unicamente em Caracas, disse o presidente por telefone ao canal estatal VTV, acrescentando que a medida teve "impactos não desejados".

Ele afirmou que, no interior do país, o plano de racionamento continuará porque "é feito de maneira correta", mas que em Caracas será limitado e revisado.

Chávez disse que pediu a demissão do ministro Ángel Rodríguez, designado há pouco tempo para lidar com a crise de energia e a dramática queda no nível da represa do Guri, que fornece 73 por cento da energia hidrelétrica do país.

A Venezuela começou na quarta-feira o plano de racionamento de energia em meio a uma grande confusão entre a população, que não foi informada sobre horários.

O déficit elétrico na Venezuela é estimado em 12 por cento, equivalente a 1.669 megawatts. Isso causou frequentes e prolongados apagões, especialmente no interior do país, desencadeando a fúria dos moradores.

(Reportagem de Ana Isabel Martínez)

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