Chávez se diz disposto a se reunir com Uribe

Caracas, 25 fev (EFE).- O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, se declarou hoje disposto a se reunir com seu colega da Colômbia, Álvaro Uribe, para tentar melhorar a relação entre os dois após o bate-boca ocorrido durante a cúpula do Grupo do Rio no México.

EFE |

"Sentar-nos como cavalheiros a conversar, a discutir", disse Chávez em entrevista coletiva no palácio presidencial de Miraflores, onde reiterou que lamenta o ocorrido no México, mas também denunciou uma campanha "permanente" da Colômbia para criar "animosidade" a respeito da Venezuela.

"Eu quero virar a página. Estamos na melhor das disposições não só para sentar-nos com o grupo de amigos de testemunhas, mas para que as agressões contra nós acabem", disse.

"Seria preciso rever as relações a fundo", opinou Chávez, para quem "a oligarquia (colombiana) agride a Venezuela permanentemente" porque "têm medo do contágio" da "revolução" que ele diz liderar na Venezuela.

O presidente venezuelano disse que estará disposto a conversar com Uribe ou com qualquer outro presidente "no marco do respeito, da decência, como muitas vezes" o fez.

Chávez chamou de "lamentável a discussão que houve em Cancún" e afirmou que "nós sempre estaremos defendendo a verdade com argumentos".

"É lamentável perder o controle, começar a gritar; um lamentável acontecimento", disse Chávez, antes de ressaltar "as muitas pressões que o presidente da Colômbia aguenta".

"Não é fácil ser anfitrião do império", acrescentou o venezuelano, em alusão aos Estados Unidos e sua utilização de bases militares na Colômbia, estopim do último episódio de crise entre os países vizinhos.

Chávez destacou a intervenção do presidente cubano, Raúl Castro, na discussão com Uribe.

"Até (calou) o presidente da Colômbia que, como um boxeador, não ouvia o sino", disse o presidente da Venezuela, em alusão a anteriores pedidos de calma dos colegas do México, Felipe Calderón, e da República Dominicana, Leonel Fernández.

"(Uribe) estava fora de si", comentou Chávez, para quem o presidente colombiano o atacaria "fisicamente" se não houvesse uma mesa a separá-los.

Ainda segundo Chávez, os países amigos, no afã de mediar, chamaram os dois presidentes "assim como crianças que se comportam mal no colégio". EFE eb/bba

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