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Chávez: relatório da Interpol sobre computador das Farc é palhaçada

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, chamou nesta quinta-feira de palhaçada o resultado do relatório da Interpol que não encontrou evidência de alteração nos arquivos do computador apreendido das Farc.

AFP |

"É uma palhaçada que não merece, do meu ponto de vista, um comentário sério", disse Chávez em entrevista coletiva, horas após o diretor mundial da Interpol, Ronald Noble, apresentar o relatório sobre o computador entregue por Bogotá.

"É tão ridículo que não merece a perda do nosso tempo", disse o presidente à AFP.

Bogotá, que antes de pedir a investigação da Interpol divulgou parte dos arquivos, afirma que os documentos revelam as ligações das Farc com os governos de Equador e Venezuela.

Chávez questionou a seriedade da Interpol e chamou o diretor da agência de "um policial gringo, agressivo e vagabundo".

A Interpol destacou que não analisou o conteúdo dos arquivos, e que sua tarefa foi limitada a verificar se houve alteração no computador, que pertencia ao número dois das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Raúl Reyes, morto em um ataque do Exército colombiano a um acampamento da guerrilha no Equador.

"Qualquer estudante de direito sabe que ali (no computador) não há prova de nada", disse Chávez.

"Colômbia e Estados Unidos tentam usar (o relatório da Interpol) para continuar agredindo os governos de Venezuela e Equador", afirmou Chávez, que questionou a seriedade da Interpol.

"Que imparcial o senhor 'Innoble' (Noble)! Começa por dizer que as Farc são terroristas (...) e felicitam a Colômbia pelo que fez" no Equador, destacou Chávez.

pt/LR/tt

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