Usiminas tem participação em siderúrgica reestatizada na Venezuela" / Usiminas tem participação em siderúrgica reestatizada na Venezuela" /

Chávez reestatiza companhia siderúrgica

O governo da Venezuela anunciou nesta terça-feira que assumirá o controle da produção siderúrgica do país ao reestatizar a Ternium-Sidor, a maior indústria do ramo na região andina. Na semana passada, Chávez já havia anunciado a estatização do setor de cimento, dizendo que a indústria deveria seguir o caminho do socialismo. http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2008/04/09/usiminas_tem_participacao_em_siderurgica_reestatizada_na_venezuela_1266046.html target=_topUsiminas tem participação em siderúrgica reestatizada na Venezuela

BBC Brasil |

Segundo o governo, a nacionalização da Ternuim-Sidor foi tomada por causa do impasse nas negociações entre a empresas e seus trabalhadores em torno de um novo contrato coletivo de trabalho.

"O governo se vê obrigado a tomar uma decisão que protege aos trabalhadores. Para nós, o homem é mais importante que uma máquina, que uma empresa", afirmou o vice-presidente Ramón Carrizales nesta quarta-feira, em entrevista coletiva no palácio de governo.

Argentina
No domingo, o presidente venezuelano Hugo Chávez já advertira que poderia intervir diretamente no conflito trabalhista se a empresa e os trabalhadores não chegassem a um acordo.

Chávez também já havia ameaçado reestatizar a Ternium-Sidor no ano passado, se a companhia não modificasse sua política de exportação, passando a priorizar o abastecimento do mercado interno.

A siderúrgica, privatizada em 1997 - dois anos antes da chegada de Chávez à presidência - é parte do consórcio argentino Techint que possui 60% das ações da empresa. O Estado possui 20% das ações e os outros 20% são controlados por trabalhadores e ex-trabalhadores da indústria.

O vice-presidente não descartou a possibilidade de que a companhia continue participando como acionista minoritário da empresa e afirmou que o Estado negociará o pagamento da indenização.

"Vamos a uma negociação, assim como fomos com as outras empresas, indenizaremos o que temos que indenizar", afirmou Carrizales.

Carrizales disse acreditar que a nacionalização da empresa argentina não afetará as relações com o governo da presidente Cristina Fernandez Kirchner.

"O governo argentino sempre foi muito respeitoso de nossas decisões internas, assim como nós respeitamos suas decisões. Não teremos nenhum problema", afirmou.

Os trabalhadores já comemoravam na madrugada desta quarta-feira a decisão do governo. De acordo com o vice-presidente, Chávez pediu aos empregados da siderúrgica que continuassem trabalhando e mantivessem a produtividade.

A siderúrgica entra no grupo das indústrias consideradas como estratégicas pelo governo que foram submetidas a processos de reestatização.

Além da siderurgia e da indústria de cimento, os setores do petróleo, eletricidade e telecomunicações também integram o grupo de setores sob controle estatal.

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