Chávez recebe líderes sul-americanos e africanos para aumentar cooperação

A Venezuela recebe neste sábado representantes de cerca de 60 países africanos e sul-americanos para uma cúpula destinada a concretizar as primeiras iniciativas de cooperação entre as duas regiões nos âmbitos energético, financeiro, educativo e da saúde.

AFP |

O presidente Hugo Chávez será o anfitrião desse encontro internacional, que será realizado em um hotel da ilha turística de Margarita, no norte da Venezuela. A primeira reunião América do Sul-África (ASA) deste tipo foi organizada em Abuja (Nigéria) em 2006.

"Vai ser uma cúpula muito importante. Em quase três anos, desde a cúpula de Abuja, quase nada aconteceu do ponto de vista da união África e América do Sul. Aqui vai começar a ser concretizada a união", prometeu Chávez em sua chegada a Margarita na sexta-feira à noite.

Presidentes como o líbio Muamar Kadafi e o zimbabuano Robert Mugabe já chegaram a Porlamar, cidade onde será realizada a cúpula. Do lado sul-americano, já se encontram presentes o brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, a argentina Cristina Kirchner e o boliviano Evo Morales. No total, cerca de 30 mandatários são esperados para a foto oficial neste sábado à tarde.

"Esta cúpula permitirá aprofundar os vínculos, não somente de caráter político, como também de caráter comercial para os dois continentes (...) Sabemos que a África precisa de muita ajuda e solidariedade e que também pode fornecer muitas coisas", declarou a presidente argentina.

Horas antes de os mandatários se reunirem para abrir o encontro, delegados e ministros das Relações Exteriores continuavam debatendo o documento final, que será firmado no domingo.

O objetivo da reunião é criar projetos concretos de cooperação Sul-Sul que traduzam em fatos as declarações de Abuja e possam ser avaliados dentro de dois anos, na terceira cúpula birregional.

No projeto de declaração destacam-se temas como a necessidade de se criar uma nova arquitetura financeira, o desejo de concretizar projetos comuns no âmbito energético, a rejeição ao tráfico de drogas que assola as duas regiões e o respeito ao princípio da não-ingerência nas decisões soberanas dos povos.

Os países sul-americanos desejam incluir uma menção à crise política que Honduras atravessa há três meses.

Outro dos pontos que estão em discussão é a necessidade de se reformar instituições como a ONU e seu Conselho de Segurança, o que interessa particularmente ao Brasil.

Além disso, espera-se que nesta reunião Chávez avance com seu projeto do Banco do Sul, uma união financeira de sete países latino-americanos, lançada em 2007 que continua sendo apenas teórica, e que o líder sul-americano quer ampliar para os países africanos neste momento de crise econômica mundial.

bl/dm

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