Chávez reaparece e denuncia complô para matá-lo

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, reapareceu publicamente nesta terça-feira, após uma ausência de vários dias, e denunciou um complô para matá-lo, durante a viagem que faria a San Salvador para a posse de Mauricio Funes.

AFP |

"A informação era muito exata. Esteve a ponto de ocorrer, fariam um atentado quando chegássemos a San Salvador. Não estou acusando o governo que saiu e muito menos o que chegou, que é um amigo, o presidente Funes", destacou.

Chávez explicou que as informações sobre o plano de "magnicídio" foram passadas pelo presidente nicaraguense, Daniel Ortega. "Alguns golpistas venezuelanos entraram em San Salvador há duas semanas. Eu os conheço. São pessoas que juraram me matar".

O presidente venezuelano reapareceu hoje visitando casas construídas pelo governo no estado de Vargas, acompanhado de vários ministros, em um ato transmitido pela TV estatal.

Chávez deu instruções ao chanceler Nicolás Maduro, que está em Honduras, sobre a Assembléia da Organização dos Estados Americanos (OEA), e criticou a exigência americana para que Cuba liberte seus presos políticos e amplie as liberdades públicas para ser readmitida na OEA.

A falta de notícias de Chávez, que não aparecia em público desde a sexta-feira, gerou todo tipo de especulação na Venezuela, acostumada com as manifestações diárias de seu líder.

Intoxicação alimentar, conflito com ministros, problema familiar e até uma inesperada viagem a Cuba, para visitar o ex-presidente Fidel Castro, foram algumas das hipóteses levantadas pela imprensa.

No sábado, Chávez suspendeu, inesperadamente, seu programa especial "Alô, Presidente" de quatro dias, e no domingo, a transmissão habitual foi cancelada por "problemas técnicos".

Na segunda-feira, Chávez não participou da posse de Mauricio Funes.

Hoje, o jornal El Universal apontava "um problema estomacal", provocado por um "alimento em mau estado", como a causa da ausência do presidente.

O jornal El Nacional, que citou fontes "extra-oficiais", afirmou que Chávez estava bravo com dois de seus ministros pela demora em "fechar a Globovisión", um canal de TV privado de oposição.

Chávez acostumou o povo venezuelano a aparições diárias na televisão. Em dez anos de poder, o hiperativo líder suspendeu em raríssimas ocasiões seu "Alô, Presidente" transmitido no domingo.

"Três dias sem notícias do presidente é uma novidade na Venezuela do século XXI", resumiu o jornal Tal Cual, que mencionou boatos sobre uma viagem de Chávez a Cuba para visitar Fidel Castro.

El Universal especulou que Chávez estava afônico devido a suas longas intervenções, ou porque seu programa já não atrai a atenção esperada.

bl/LR

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