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Chávez: EUA o atacam porque ele impede a violência na Venezuela

Caracas, 5 fev (EFE).- O presidente venezuelano, Hugo Chávez, afirmou hoje que seu Governo está resolvido a impedir a violência no país, supostamente promovida pela oposição, e que por isso os Estados Unidos o atacam com críticas a sua política de segurança interna.

EFE |

"Os EUA são a favor de gerar a violência na Venezuela", asseverou Chávez, ao rejeitar declarações feitas ontem pelo embaixador americano no Brasil, Thomas Shannon, nas quais pediu a Caracas para "não reprimir" os opositores e "abrir espaços para o diálogo político".

"Assim falou o embaixador dos EUA, chegando ao Brasil, o senhor Shannon, lançando seus dardos contra a Venezuela, (...) de Washington atacam a Venezuela porque estamos resolvidos a impedir a violência", afirmou o presidente venezuelano e promotor do chamado socialismo do século XXI.

O presidente venezuelano fez essas declarações durante uma reunião ordinária do Conselho de Ministros, realizada na sede do Governo.

Chávez reiterou que os grupos de estudantes opositores que nas últimas duas semanas realizaram protestos de ruas em Caracas e as principais cidades do país são um "foco de fascistas, subversivos, cheios de ódio, que estariam sendo empurrados pelo imperialismo para tentar tombar este Governo".

"Não é o Governo que impulsiona a violência", sentenciou Chávez, reiterando seu compromisso para enfrentar a insegurança, que tira a vida de cerca de dez mil pessoas anualmente, segundo dados da Polícia, e é o principal tema de preocupação da população de acordo com todas as pesquisas.

Porta-vozes estudantis opositores disseram que protestam na rua pela suspensão "temporária" das transmissões da "Radio Caracas Televisión Internacional", e pelos problemas que afetam o país, entre eles a crise elétrica e a insegurança.

Ontem, em sua primeira entrevista coletiva como embaixador dos EUA no Brasil, Shannon considerou que a Venezuela passa por "um momento difícil", no qual se combinam uma séria crise energética, com uma forte desvalorização da moeda local e protestos nas ruas.

Shannon, ex-secretário-adjunto de Estado para a América Latina, também foi conselheiro político da embaixada de seu país em Caracas entre 1996 e 1999. EFE afs/ma

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