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Chávez quer que EUA deixem Bolívia fazer suas mudanças em paz

Caracas, 23 abr (EFE) - O presidente venezuelano, Hugo Chávez, pediu hoje aos Estados Unidos que deixem de intervir nos assuntos da Bolívia e permitam ao país fazer suas mudanças em paz. Que os Estados Unidos tirem suas asquerosas mãos imperialistas da Bolívia, começou o governante venezuelano. Agora (a Bolívia) tem que aprovar a Constituição em um plebiscito e estão bloqueando o caminho, e isso poderia gerar uma tragédia, prosseguiu. Façamos tudo para evitar essa tragédia e permitir que a Bolívia siga seu caminho em direção à paz, ao desenvolvimento, à Justiça e à igualdade, afirmou Chávez durante a cúpula da Alternativa Bolivariana para as Américas (Alba), realizada em Caracas. O presidente venezuelano afirmou que por trás da crise boliviana estão os EUA e aqueles que seguem suas diretrizes dentro daquele país, aos quais qualificou de lacaios, vende-pátrias e oligarcas. Além das máscaras e dos discursos há uma posição clara: EUA e seu embaixador em La Paz estão impulsionando um plano para quebrar a Bolívia e derrubar o Governo de Evo Morales, assegurou o presidente venezuelano. Chávez advertiu de que o perigo não está só sobre a Bolívia, mas também pode alcançar outros países do Cone Sul, entre eles Brasil, Argentina e Chile. É preciso dizer aos demais Governos da América do Sul. Ao bater na Bolívia estão batendo em toda a América do Sul, porque a Bolívia é o coração da América do Sul, vejam o mapa, disse o governante.

EFE |

"Se desestabilizam a Bolívia, vão impactar em toda América do Sul, porque vão frear o avanço unitário e, sobretudo, vão romper o frágil equilíbrio energético que, graças à Bolívia, há no Cone Sul.

É algo bem grave, por isso alertamos aos demais países do continente", acrescentou Chávez.

A cúpula da Alba se declarou hoje "solidária" para com o processo promovido por Morales na Bolívia e os participantes expressaram sua "firme rejeição" ao que chamaram de "planos de desestabilização".

EFE rr/db

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