Chávez quer nacionalizar banco do grupo Santander

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, anunciou nesta quinta-feira que pretende nacionalizar um dos maiores do país, o Banco da Venezuela, que pertence ao grupo espanhol Santander. Chamei o [Grupo Santander] para que comecemos a negociar, disse Chávez, em um discurso transmitido em cadeia nacional de rádio e TV.

BBC Brasil |

"Eles disseram que não estavam interessados em vender e eu lhes disse que quero comprar e vou fazer isso. Vamos nacionalizar o Banco da Venezuela ", afirmou.

O Banco da Venezuela é um dos principais do sistema financeiro do país e conta com pelo menos US$ 700 milhões investidos em operações na Venezuela.

Durante o discurso, Chávez disse que o Grupo Santander pretendia vender o banco a um banqueiro venezuelano, mas que ele teria dito "não".

"Que o vendam ao governo, ao Estado. Vamos recuperar o Banco da Venezuela, nos faz muita falta um banco dessa magnitude", disse Chávez.

"Este é um país que está recuperando suas riquezas", acrescentou.

Esta medida se soma a outras que o governo venezuelano vem tomando desde 2007, quando anunciou o "aprofundamento da revolução" liderada por Chávez.

Desde este período, foram nacionalizadas as companhias de telecomunicações e de eletricidade, a faixa petrolífera do rio Orinoco, a maior indústria siderúrgica do país e três empresas de cimento.

Em todos os processos, o governo pagou pela aquisição das empresas.

Campanha
O anúncio ocorre depois do reencontro de Chávez com o rei da Espanha, Juan Carlos de Borbón, na semana passada, em que ambos reestabeleceram o diálogo depois do incidente diplomático em que o rei mandou que Chávez se calasse, durante a Cúpula Iberoamericana, no ano passado.

Chávez disse que a nacionalização do banco gerará na Espanha "uma verdadeira campanha" contra seu governo.

"Não faltarão os meios de comunicação da Espanha, vão dizer que sou um autocrata (...) para prejudicar as relações que acabamos de retomar", disse o presidente, em referência à visita ao rei e ao presidente espanhol José Luis Rodríguez Zapatero.

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