Chavez quer melhorar relação com próximo governo dos EUA

CARACAS (Reuters) - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou nesta quarta-feira que está ansioso para melhorar as relações com o próximo morador da Casa Branca. Depois de anos de tensão e ameaças, Chávez é considerado o principal crítico de Washington na região. Chávez, que afirma liderar uma revolução socialista e anti-imperialista, tem chamado a atenção de líderes internacionais com seus ataques ao presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, a quem chamou de genocida, bêbado e até acusou de ser o diabo.

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'Estamos ansiosos para que comece 2009 para que possamos estabelecer um novo nível de relações com o Governo dos Estados Unidos, com relações positivas para todos', disse o líder esquerdista durante um ato com o primeiro ministro português, José Sócrates, em uma região petrolífera no centro da Venezuela.

As eleições presidenciais dos Estados Unidos, marcadas para o mês de novembro, têm como principal destaque a disputa interna do Partido Democrata, entre Barack Obama e Hillary Clinton. O pré-candidato democrata escolhido enfrentará o já candidato republicano John McCain.

'Com os Estados Unidos eu tenho muita fé e já disse muitas vezes, independentemente de quem seja o próximo presidente norte-americano', assegurou ressaltando que a Venezuela 'não é uma ameaça'.

Bush, por sua vez, afirmou que a gestão de Chávez era repleta de 'promessas vazias e sede de poder'. Em 2006, o presidente norte-americano assinou uma missão para coordenar trabalhos de inteligência sobre a Venezuela e Cuba.

Além disso, Washington está investigando um material cedido pela Colômbia sobre supostas ligações políticas e financeiras de Chávez com os rebeldes das Farc, o que poderia incluir a Venezuela na lista de países que apoiam o terrorismo.

Apesar das relações diplomáticas delicadas, Caracas e Washington mantém importantes ligações econômicas. Os Estados Unidos são o principal comprador de energia da Venezuela e o intercâmbio comercial entre as duas nações é de cerca de 50 bilhões de dólares anuais.

(Por Enrique Andrés Pretel)

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