Chávez pergunta a Hillary Clinton se sabe quanto EUA gastam em armas

Caracas, 18 set (EFE).- O presidente venezuelano, Hugo Chávez, respondeu hoje às críticas dos Estados Unidos à compra de armamento russo pela Venezuela e perguntou à secretária de Estado americana, Hillary Clinton, se sabe quanto seu país gasta em armas.

EFE |

"Será que (Hillary) não sabe o que seu país gasta em armas, em operações encobertas, em financiar movimentos desestabilizadores, em invasões, em guerras como as do Afeganistão e do Iraque e agora nas sete bases na Colômbia?", perguntou Chávez.

O presidente venezuelano lembrou que Hillary e outros integrantes do Governo americano demonstraram "preocupação" pela compra de armamento russo ou chegaram a considerar essa operação como "um sério desafio à estabilidade no hemisfério ocidental".

Durante sua última visita à Rússia, Chávez fechou a compra de 90 tanques médios T-72B para substituir os AMX-30 franceses, praticamente inutilizados após mais de 40 anos de serviço.

Também se decidiu equipar à força armada com sistemas de defesa antiaérea, tudo isso por meio de um crédito de US$ 2,2 bilhões que Moscou deu a Caracas.

Para Chávez, "os campeões do armamentismo na América são EUA e Colômbia", já que as compras de material decididas por outros países como Venezuela e Brasil só buscam "fortalecer sua defesa".

O governante venezuelano disse se sentir frustrado com a atual política hemisférica de Washington, que afirma ser similar à do Governo do ex-presidente George W. Bush.

"Tínhamos esperança de que entraríamos em uma nova era nas relações, com respeito à soberania dos países, mas vemos que se mantém a política da mentira e do cinismo", expressou Chávez durante um ato no palácio de Miraflores, sede do Governo venezuelano.

Chávez disse que pensa em viajar para Nova York para falar na Assembleia Geral das Nações Unidas e perguntou se "aquele palanque continuará cheirando a enxofre".

Na última vez em que Chávez discursou na Assembleia Geral, em 2006, o fez logo depois de Bush. O venezuelano aproveitou a ocasião para chamar o então governante americano de "diabo" e afirmar que o palanque para discursos "cheirava a enxofre". EFE rr/bba

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