Chávez pede resposta de vizinhos à nova lei da UE contra imigração

Tucumán (Argentina), 1 jul (EFE).- Em seu discurso hoje na 35ª Cúpula do Mercosul, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, convocou os chefes de Estado dos países sul-americanos a dar uma resposta contundente contra o que considerou uma barbárie da União Européia (UE).

EFE |

O líder venezuelano criticou com dureza a mudança na política migratória do bloco europeu e denunciou que "há uma crise de bom senso entre os que governam o mundo".

"Não podemos nos limitar a protestar, é preciso buscar uma posição comum e prever ações", disse Chávez, durante o discurso no qual afirmou que "a Europa legalizou a barbárie, pois se trata de algo digno das piores épocas".

"Seria preciso conciliar possíveis respostas e chamar os governos da Europa para reflexão", disse o líder venezuelano, que lembrou que seu Governo já antecipou uma possível reação, como a aplicação de uma lei de retorno dos investimentos europeus em seu país, embora tenha garantido que "não quer comprometer ninguém".

No dia 18 de junho, o Parlamento Europeu aprovou a lei de retorno, que entrará em vigor em 2010 e pode resultar na expulsão de cerca de 8 milhões de imigrantes ilegais do continente, grande parte deles latino-americanos.

A norma, que foi criticada por vários países da América Latina, prevê que os imigrantes em condição irregular, incluindo os menores, fiquem detidos em centros especiais por até 18 meses enquanto se tramita sua expulsão da Europa, onde não poderão retornar por um período de cinco anos.

"É preciso buscar respostas desde a própria Europa e procurar reações comuns e muito firmes perante a Europa e os Estados Unidos", acrescentou Chávez, que se perguntou se a UE vai seguir o "mau exemplo" dos americanos e levantar um "muro da vergonha" para frear a imigração no continente.

O presidente venezuelano também convocou os presidentes sul-americanos a impulsionar a integração regional, referindo-se às tentativas de desestabilização do governo de Evo Morales, para voltar a acusar aos EUA de "ingerência violenta e grosseira" na Bolívia.

Chávez insistiu para que os chefes de Estado presentes na Cúpula de Tucumán apóiem os bolivianos.

"Temos que apoiar a Bolívia, se os que não querem esta nossa unidade nos atacam, temos que contra-atacar", afirmou. EFE mar/ab/plc

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG