Chávez pede para chefe militar boliviano apoiar Morales

Caracas, 13 set (EFE) - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, em sua condição de comandante-em-chefe das Forças Armadas do país, pediu hoje ao general boliviano Luis Trigo, do mesmo grau, para apoiar o presidente legítimo da Bolívia, Evo Morales. Depois de lembrar que Morales, apesar de ser presidente, não tem essa condição militar, Chávez respondeu hoje a Trigo, que já pediu explicitamente para que o presidente venezuelano não se intrometa nos assuntos da Bolívia. O chefe de Estado venezuelano admitiu que sua intenção de apoiar militarmente o presidente boliviano constitui efetivamente em uma intromissão, mas que a ratificava. A deposição ou assassinato de Morales daria carta branca para uma intervenção militar na Bolívia, disse Chávez na quinta-feira. Eu fiz uma declaração muito forte, reconheço, mas a ratifico. Nós não queremos nos meter nas situações internas de qualquer país, mas se derrubarem ou matarem Evo, eu digo: não vou ficar de braços cruzados, ressaltou hoje, em um ato militar, o presidente venezuelano, vestido com o uniforme de comandante-em-chefe. Chávez lembrou que Trigo disse na sexta-feira que este não deve se intrometer nas coisas da Bolívia. Ele é o comandante-em-chefe das Forças Armadas da Bolívia; vejam, estou falando do comandante-em-chefe, que toma a liberdade de, sem consultar seu presidente, responder ao presidente Chávez, acrescentou, referindo-se a si próprio. Pois bem, eu respondo ao general Trigo: o ...

EFE |

Imediatamente, acusou o general boliviano de fazer parte, junto a outros altos comandantes desse país, de "uma espécie de greve de braços cruzados" e, assim, "permitirem aos fascistas paramilitares massacrar o povo da Bolívia".

"Se estou errado, general Trigo, prove o contrário e apóie o presidente legítimo da Bolívia e não os paramilitares ou os ianques que querem derrubar o presidente da Bolívia", pediu Chávez.

"Em uma ocasião, estando na Bolívia" e quando "o império do Brasil, que era (um império), invadiu território boliviano", lembrou Chávez, Símon Bolívar pediu autorização para que o Exército da época enfrentasse "as forças invasoras".

Isso foi negado pelo então presidente do Congresso da Grande Colômbia, o bogotano Santander, para não pôr em risco a vida dos soldados.

"O senhor tem razão, eu não vou arriscar nem um grão de areia da Grande Colômbia, mas, a partir de hoje, combaterei como um soldado boliviano (...) e irei até o coração do Brasil e o incendiarei. Esse era Bolívar", ressaltou Chávez. EFE ar/db

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG