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Chávez pede enterro do capitalismo e culpa os países do norte pela crise

Puyo (Equador), 28 out (EFE).- O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, culpou os países desenvolvidos do hemisfério norte, berço de nossos males pela crise financeira internacional e disse que é preciso enterrar o capitalismo, durante reunião com seu colega do Equador, Rafael Correa, na cidade equatoriana de Puyo.

EFE |

Chávez sugeriu hoje a seus aliados latino-americanos atuar com "audácia" contra a crise, usando o termo "basta" e apostando em conseqüências ainda imprevisíveis.

A crise "tem que nos obrigar à reflexão e à ação, à tomada de decisões para garantir o futuro de nossos países, o desenvolvimento humano e o desenvolvimento econômico" da região, disse Chávez, em Puyo.

"Sabemos a situação que está passando no mundo, sabemos que se suscitou uma crise de graves proporções e de conseqüências ainda imprevisíveis", expressou o chefe do Governo venezuelano.

Chávez aproveitou para culpar pela crise os "uções não vão chegar de Washington nem da Europa".

"Acho que chegou a hora, tomara assim seja, nos audácia", de "ativar nossos próprios mecanismos e não pararmos de braços cruzados, esperando que outros solucionem" os problemas, declarou.

Por sua vez, Correa disse que a crise pode se transformar em uma oportunidade para, os países sul-americanos, dependerem "de nossa própria força".

Correa perguntou "o que será", após o colapso financeiro atual, "daqueles analistas e personagens que defendiam a globalização e o mercado livre" -ignorando que a mesma se originou em um mercado imobiliário sob considerável intervenção do Governo americano.

"Os governantes que defendiam essa visão", insistiu Correa, são agora os mais vulneráveis à crise que, de acordo a ele, "está se generalizando".

Corra também deplorou as soluções empreendidas para atalhar a crise, pois para Correa, "os lucros se privatizam e as perdas se socializam".

Os chefes de Estado do Equador e Venezuela reúnem-se hoje em Puyo, na Amazônia equatoriana, para avaliar o andamento do ambicioso programa de projetos de desenvolvimento, cooperação e integração, que antecipam em conjunto. EFE fá/jp

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