Chávez pede à Colômbia que retire seu cônsul em Maracaibo

Caracas, 30 nov (EFE) - O presidente venezuelano, Hugo Chávez, pediu hoje à Colômbia que retire imediatamente seu cônsul em Maracaibo, Carlos Galvis Fajardo, por suposto envolvimento em planos de desestabilização contra seu Governo.

EFE |

"A única forma de eu não expulsar esse cônsul geral é que o Governo da Colômbia o leve já", declarou Chávez em um ato oficial transmitido em cadeia nacional de rádio e televisão.

O chefe de Estado citou uma ligação telefônica do cônsul, obtida por seu Governo e feita por José Obdulio, um suposto assessor do presidente colombiano, Álvaro Uribe.

Nessa conversa, Galvis Fajardo comemorava a recente vitória eleitoral da oposição em várias regiões do país e falava em ligar aos novos governadores contrários ao Executivo, e de ativar "uns planos", segundo Chávez.

O ministro de Relações Exteriores venezuelano, Nicolás Maduro, afirmou que imediatamente após a denúncia pública de Chávez recebeu uma ligação do chanceler colombiano, Jaime Bermúdez, que lhe disse que Bogotá retiraria Galvis Fajardo.

"Recebi uma ligação direta do chanceler da Colômbia, neste mesmo momento", que informou de que retirará o cônsul colombiano em Maracaibo, disse Maduro à estatal "Venezolana de Televisión" ("VTV").

Por sua vez, o cônsul colombiano em Maracaibo, cerca de 700 quilômetros ao oeste de Caracas, revelou à imprensa local que conversou sobre o incidente com o chanceler colombiano e ressaltou que "não tem nenhum problema" em sair do país, caso receba esta ordem.

Em entrevista à cadeia privada de notícias "Globovisión", ele negou envolvimento em qualquer complô contra o Governo de Chávez e afirmou que a gravação de sua conversa privada constitui uma "violação" a seus direitos humanos e ao direito internacional.

O representante consular admitiu que durante esse diálogo expressou sua satisfação pela vitória dos líderes opositores Manuel Rosales e Pablo Pérez, para a prefeitura de Maracaibo e o governo de Zulia, respectivamente.

Ele acrescentou que a conversa telefônica foi "uma análise muito elementar do processo eleitoral" do último domingo, "sem ter a mínima participação (nos assuntos internos venezuelanos), nem intenção". EFE gf/ab/db

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