Chávez nega vínculo de seu governo com o ETA

Líder nega que Venezuela tenha treinado integrantes do grupo separatista, após acusação da Justiça espanhola

iG São Paulo |

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, negou que seu governo tenha qualquer vínculo com o grupo separatista ETA. Na segunda-feira, promotores públicos espanhóis disseram que dois suspeitos de integrar o ETA, detidos na semana passada, foram treinados na Venezuela.

AP
Javier Atristain, em foto de março
Em entrevista concedida a um programa da emissora estatal Venezolana de Televisión (VTV), Chávez disse que o governo "refuta e desmente, reiterando o conteúdo do comunicado emitido em 8 de março de 2010 junto ao governo da Espanha, qualquer afirmação que pretenda vinculá-lo à organização terrorista ETA, cujas atividades rejeita sem paliativos".

"O governo venezuelano estima, como já o tornou de conhecimento público por intermédio de seu embaixador em Madri, que não se pode dar credibilidade às declarações feitas perante um juiz por dois criminosos sanguinários desprovidos de qualidade humana e moral", diz a nota lida pelo presidente.

A alegação feita pela justiça espanhola na segunda-feira ecoou uma acusação anterior de ligação do ETA com a Venezuela, o que gerou um conflito diplomático. O juiz Ismael Moreno ordenou que Juan Carlos Besance e Javier Atristain fossem detidos sob a acusação de porte de armas e explosivos e por pertencer a uma organização terrorista.

A dupla, presa em Guipuzcoa, no País Basco, numa operação que descobriu 100 quilos de explosivos, foi treinada na França e na Venezuela no verão de 2008 antes de voltar para a Espanha, informam os documentos.

Em março, um outro juiz espanhol deu início a um incidente diplomático ao acusar o governo do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, de ajudar os rebeldes do ETA. O juiz disse que rebeldes do ETA receberam proteção militar venezuelana em 2007 para chegarem a um lugar na floresta onde deram um curso sobre explosivos a membros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

O documento judicial desta segunda-feira não menciona as Farc.

Com EFE e Reuters

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