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Chávez nega projeto expansionista e acusa Bogotá de cinismo

Caracas, 26 ago (EFE).- O presidente venezuelano, Hugo Chávez, negou hoje que desenvolva um projeto expansionista, como acusa a Colômbia, e reiterou sua intenção de promover bases de paz nos dois países para neutralizar qualquer pretensão de levá-los a uma guerra.

EFE |

"É o cúmulo do cinismo, eles (Colômbia) que vão instalar sete bases ianques, emprestando o território sagrado da Colômbia para o expansionismo imperial, agora me acusam de expansionismo", declarou Chávez.

O Governo do presidente colombiano, Álvaro Uribe, apresentou hoje na Organização dos Estados Americanos (OEA) seu "mais enérgico protesto" pelo que chamou de "projeto intervencionista" de Chávez nos assuntos internos da Colômbia.

Essa foi a resposta de Bogotá às declarações do governante venezuelano neste domingo, nas quais pediu a sua ministra da Informação, Blanca Eckhout, que "faça tudo o que for necessário" para que suas mensagens e reivindicações sejam conhecidas pelo povo colombiano.

"Isso não é nenhum expansionismo. O povo colombiano tem direito de saber a verdade", declarou Chávez.

Venezuela e Colômbia vivem uma nova crise bilateral derivada do acordo militar entre Bogotá e Washington, considerado pelo Governo de Caracas como uma "ameaça para a revolução bolivariana".

O chefe de Estado venezuelano disse hoje que Bogotá quer "desviar a atenção" e desprestigiar sua "maravilhosa ideia" de instalar "bases de paz" em ambos os países.

As "bases de paz" servirão para que os povos venezuelano e colombiano possam "levantar uma onda de paz, de espiritualidade" e com isso "neutralizar qualquer pretensão de levar a Venezuela e a Colômbia a um conflito armado", disse Chávez.

O presidente da Venezuela fez essas afirmações em reunião no palácio de Governo, em Caracas, transmitida pela televisão estatal.

EFE gf/bba

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