Chávez nega que venezuelanos do ETA sejam terroristas

CARACAS (Reuters) - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse ter certeza que separatistas bascos vivendo na Venezuela e acusados pela Espanha de fazerem parte do grupo rebelde armado ETA não estão envolvidos em atividades terroristas. No dia 1o de março, o juiz da Suprema Corte espanhola Eloy Velasco emitiu mandatos de prisão para suspeitos membros do ETA que, segundo ele, tinham sido treinados pelas Farc na Venezuela. Entre os suspeitos está um homem nascido na Espanha que trabalhou para o governo venezuelano.

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Dezenas de membros do ETA foram deportados para a Venezuela a pedido do então primeiro-ministro espanhol Felipe González em 1989 após fracassadas negociações de paz. Alguns se naturalizaram venezuelanos e vivem no país sul-americano desde então.

"Pessoas que pertenceram ao ETA chegaram aqui e agora são venezuelanos, eles se casaram aqui, eles têm filhos e netos, e temos certeza que eles não estão participando de qualquer atividade terrorista. Eles são cidadãos venezuelanos", disse Chávez a repórteres na segunda-feira.

O presidente socialista, que frequentemente é acusado de ajudar grupos rebeldes como as Forças Armadas Revolucionária da Colômbia (Farc), disse que só tomaria qualquer medida contra os suspeitos se fossem apresentadas provas, não diante de "especulação e manipulação".

De acordo com o juiz espanhol Velasco, rebeldes do ETA receberem escolta do Exército venezuelano em 2007 para chegar a um local na selva onde receberam aulas de membros das Farc de como lidar com explosivos.

O ETA já matou mais de 850 pessoas em sua luta armada pela independência do País Basco.

(Reportagem de Enrique Pretel)

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