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Chávez nega que seu governo vá acabar com a Internet na Venezuela

O presidente Hugo Chávez disse neste domingo que é falso que seu governo pretenda acabar ou controlar o uso da internet na Venezuela, reiterando, no entanto, que existem correntes que conspiram na rede para dar um golpe de Estado.

AFP |

"Corre o mundo a notícia falsa, segundo a qual por aqui vamos acabar com a Internet, que estamos limitando, que vamos controlar", afirmou Chávez no programa de rádio e televisão 'Alô Presidente'.

"Aqui o uso da Internet é lei", continuou.

Mas a rede é um "trincheira" a partir da qual "foram dados golpes de Estado", afirmou Chávez.

"Correm por aí, pela Internet, não sei em quantas páginas, blogs (...), as correntes da conspiração (...) Agora, o povo pega a Internet e é contra a contrarrevolução", assinaou.

Chávez relançou o "projeto Infocentro", um programa social de "alfabetização tecnológica" e de acesso gratuito à Internet.

"Isto é como uma trincheira, um fuzil. Temos que estar preparados", acrescentou.

No último sábado, Chávez criticou o site Noticiero Digital por divulgar informação "falsa" sobre o assassinato de um ministro, um fato que qualificou de "crime", apesar de o veículo ter argumentado que se tratava de um comentário dos leitores.

A rede "não pode ser algo livre onde se diz e se faz o que quer", disse Chávez. "Cada país tem que colocar suas regras", declarou, pedindo apoio à Procuradoria.

Dois dias mais tarde, a procuradora geral Luisa Ortega declarou que a Internet "não pode ser um território sem lei" e completou que cabe à Assembleia Nacional (Parlamento) legislar sobre o tema.

Na terça-feira desta semana, o Parlamento, dominado pelo chavismo, aprovou a criação de uma comissão que investigará e aplicará sanções contra as páginas web que "usarem a Internet de forma indevida e antiética".

Por enquanto, não existe no Parlamento um projeto de lei sobre o tema, segundo o deputado Manuel Villalba, presidente da comissão de Meios de Comunicação da Câmara.

No entanto, não está descartada a hipótese de as circunstâncias atuais abrirem a porta para a elaboração de uma norma "sempre e quando o povo pedir", explicou o deputado.

jt/pz/sd

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