Chávez nega problemas com Lula e afirma que relação não pode ser melhor

Buenos Aires, 5 ago (EFE).- O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou hoje que tem uma relação não melhorável com seu colega do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, apesar de há seis anos buscarem semear joio entre os dois.

EFE |

Chávez comentou desta forma os rumores sobre um possível mal-estar de Lula por sua surpreendente visita a Buenos Aires, onde na última segunda teve uma breve reunião com o líder brasileiro e a presidente da Argentina, Cristina Fernández.

"Houve especulações, sempre existem", declarou o presidente venezuelano em entrevista coletiva antes de dizer que a reunião entre os três líderes foi combinada por eles mesmos quando participaram da Cúpula do Mercosul, que aconteceu no mês passado.

"Há seis anos que tentam semear joio com Lula, que é meu bom amigo e companheiro. Ontem me presenteou com algumas camisas brasileiras muito bonitas", declarou Chávez em tom descontraído na longa conversa que teve com jornalistas em um hotel de Buenos Aires.

Afirmou que os rumores sobre um distanciamento com o presidente brasileiro é fruto da ação dos Estados Unidos e de sua "hegemonia cultural midiática".

O governante venezuelano também afirmou que para acabar com os rumores sobre uma suposta relação conflituosa com Lula decidiram se reunir a "cada três meses e, em cada reunião, acontecem avanços".

No dia 6 de setembro ele voltará a se reunir com Lula e Cristina Fernández, com quem Chávez também disse manter uma "relação não melhorável", declarou.

"Ontem, os três conversamos sobre muitos temas. Sobre gás, petróleo e de como nossos três países podem ajudar a acelerar a integração na América do Sul já que, com os motores ligados e vibrando no mesmo tom, temos muito para oferecer", declarou.

Chávez também negou que possa influir negativamente na relação com a Venezuela, quinto exportador mundial de petróleo e principal potência petrolífera da região, a recente descoberta de jazidas de petróleo no Brasil.

"Alegra-nos muito que o Brasil consiga mais petróleo, como aconteceria se isto ocorresse com qualquer outro país amigo", concluiu. EFE hd/fal

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