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Chávez nega fracasso de socialismo do século XXI

Caracas, 28 jan (EFE).- O presidente venezuelano, Hugo Chávez, negou hoje que seu socialismo do século XXI tenha fracassado, como dizem seus detratores, aos quais voltou a desafiar a tirá-lo do poder por meio de um referendo revogatório.

EFE |

Durante um longo discurso de transmissão obrigatória em rede nacional, Chávez leu matérias publicadas na imprensa as quais dizem que sua "revolução" socialista "fracassou" e que atribuiu a seus opositores.

"Mas está é nascendo, contra tudo e contra todos, com erros, incoerências", declarou Chávez, ao longo de um discurso no qual reiterou que o socialismo é o único caminho que garante a paz, a justiça e inclusive a sobrevivência da raça humana.

O chefe de Estado voltou novamente a falar em "radicalizar" o processo de mudanças que lidera há uma década caso a oposição supostamente insista em seguir o caminho do golpismo para tirá-lo do poder.

"Um golpe de direita na Venezuela é impossível hoje", afirmou Chávez.

"Se seguirem por esse caminho vão me obrigar a tomar decisões radicais. Eu sei que a maioria deste povo me apoia", disse o presidente venezuelano.

Chávez propôs novamente à oposição para que recolha as assinaturas necessárias para realizar um referendo revogatório de seu mandato.

"Se por essa via me tirassem (do poder), eu iria embora, mas por nenhuma outra aceitarei, nem o povo, nem as forças armadas", afirmou.

Os poucos opositores que falaram do assunto negaram que pretendam convocar um referendo revogatório e disseram que Chávez insiste nisso para desviar a atenção pública dos problemas econômicos e sociais.

Em agosto de 2004, o presidente venezuelano saiu vitorioso de um referendo revogatório solicitado pela oposição.

Chávez também disse que os estudantes da oposição a sua gestão que protestam nas ruas "são marionetes" de uma "direita fascista que procura mortos" além dos dois já registrados esta semana.

"Não nos deixemos arrastar de novo por estes grupos fascistas que não são só os que estão nas ruas", porque por trás deles está "a direita, o fascismo que os maneja como marionetes", afirmou.

Os dois estudantes mortos, um de 16 e outro de 28 anos, foram baleados na segunda-feira por desconhecidos na cidade andina de Mérida (noroeste), "metralhados de um ônibus", reiterou Chávez, quando condenavam manifestações de estudantes opositores.

O chefe de Estado revelou que nesta madrugada, também em Mérida, dois soldados foram "metralhados" - um deles estaria em estado grave - e que na cidade de Barquisimeto as manifestações opositoras chegaram ontem à noite perto de um regimento militar.

"Estão procurando mortos, porque não vão conseguir derrubar o Governo. Estão buscando violência, mortos, buscando que um soldado perca o controle", insistiu, após convidar "o país sério e decente" a condenar este tipo de acontecimento. EFE ar/bba

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