Caracas, 2 jun (EFE).- O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, não assistiu à posse de seu colega de El Salvador, Mauricio Funes, devido ao risco de que fosse assassinado, confirmou seu ministro de Assuntos Exteriores, Nicolás Maduro.

"Efetivamente, graças a fontes de inteligência sobre grupos de extrema-direita internacional, foi possível captar que havia um alto risco e foi tomada a decisão correta de suspender a visita do presidente Chávez e reprogramá-la para outra oportunidade", disse Maduro, em comunicado divulgado hoje em Caracas.

"Este tipo de riscos e ameaças se une muito à ideia louca de parte da oposição de direita venezuelana de tentar ameaçar a vida do chefe de Estado", insistiu.

O chanceler venezuelano confirmou, assim, a versão do presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, que afirmou na segunda-feira, em El Salvador, que Chávez não assistiu aos atos por "razões de segurança".

"Por estritas razões de segurança, pelas quais não vamos entrar em detalhes, o presidente Chávez não está, nem esteve de manhã nem está esta tarde", disse Ortega.

Maduro acrescentou que "não se descarta que grupos com amplo histórico como membros ativos da CIA e do terrorismo internacional estejam envolvidos" no assunto, e nomeou expressamente o opositor venezuelano Alejandro Peña Esclusa e o cubano-venezuelano Luis Posada Carriles. EFE ar/an

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