Chávez motiva bate-boca entre Sean Penn e atriz venezuelana

Maria Conchita Alonso chama ator americano de 'comunista imbecil' por sua relação de amizade com líder da Venezuela

iG São Paulo |

AP
Sean Penn discursa em evento da Unicef em Beverly Hills, na Califórnia (08/12)
O ator americano Sean Penn, vencedor do Oscar pelos filmes “Sobre Meninos e Lobos” e “Milk – A Voz da Igualdade”, bateu boca com a atriz venezuelana Maria Conchita Alonso por causa do presidente da Venezuela, Hugo Chávez.

Nascida em Cuba e criada na Venezuela, Maria Conchita é crítica do governo Chávez, enquanto Penn, que já visitou o país várias vezes, chamou o líder de “figura fascinante” e foi descrito por ele como “um amigo de causas justas”.

Em entrevista à rádio venezuelana WMAL, Maria Conchita afirmou ter encontrado o ator no domingo em um aeroporto de Los Angeles e decidido confrontá-lo sobre sua relação com Chávez. 

“Não quero falar com você, você fala mal de mim”, teria dito Penn, segundo relato da atriz.

Em 2010, Maria Conchita escreveu uma carta aberta ao americano dizendo que ele “escolheu ignorar os fatos” ao se aproximar do presidente venezuelano. “Você é amigo de Chávez, diz que ele é um homem e bom e isso é mentira. Como você pode fazer isso”, respondeu a atriz. “Você é um comunista, Sean Penn. Você é um comunista imbecil”.

Em resposta, Penn teria chamado a atriz, com quem contracenou no filme “Colors”, de 1988, de “porca”. O ator não comentou o caso.

Na entrevista à rádio, Maria Conchita pediu desculpas por ter ofendido Penn, mas não retirou tudo o que disse. “Não me desculpo por tê-lo chamado de comunista, porque isto é o que ele é”, disse.

Penn já provocou várias polêmicas por sua atuação política. Crítico do ex-presidente George W. Bush (2001-2009), ele foi ao Iraque para se manifestar contra a guerra dos EUA no país, sobre o qual escreveu artigos para o jornal San Francisco Chronicle. Pela mesma publicação, escreveu sobre o Irã.

Em 2005, quando o furacão Katrina arrasou Nova Orleans, ele foi à cidade e ajudou a resgatar sobreviventes. Porém, foi acusado de contratar fotógrafos para se promover, o que negou. Desde 2010, fundou uma organização humanitária que comanda um acampamento para vítimas do terremoto do Haiti.

Com AFP

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