Chávez mantém nacionalização do Santander, apesar da crise

Caracas, 20 mar (EFE).- O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que anunciará amanhã medidas para enfrentar a crise econômica, confirmou que mantém a nacionalização do Banco da Venezuela, pertencente ao grupo espanhol Santander, para reforçar o sistema bancário público do país.

EFE |

Chávez ratificou a nacionalização do banco, que anunciou uma primeira vez em julho do ano passado, desprezando assim as versões que se havia paralisado a negociação devido à crise e à falta de liquidez do Estado venezuelano pela queda do preço do petróleo.

Após o anúncio, feito na noite de ontem, nenhum membro do Governo venezuelano deu mais informações hoje sobre o estado das conversas nem houve, até o momento, nenhuma reação pelo grupo bancário espanhol.

"Hoje retomamos o tema e anunciou a nacionalização do Banco da Venezuela", disse Chávez em seu discurso ontem à noite na emissora estatal "Venezolana de Televisión".

Ele destacou que a medida tem como objetivo "fortalecer o sistema bancário público nacional e poder impulsionar muito mais as políticas de desenvolvimento econômico e social".

Minutos antes, Chávez anunciara para amanhã a divulgação de medidas para enfrentar a crise econômica mundial na Venezuela, o que, segundo diversos analistas, pode incluir um maior controle das importações.

Luis Vicente León, diretor do instituto de pesquisas Datanálisis, disse à Agência Efe que estas declarações fazem parte de uma "estratégia" de Chávez de "enviar mensagens" a todos os setores para reafirmar que tem "a capacidade de controle".

Segundo ele, Chávez precisa "fortalecer" sua posição no terreno interno, especialmente em sua principal base eleitoral, os setores mais pobres, pela eminência de "decisões impopulares" que deverá tomar em consequência da crise econômica. EFE eb/jp

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