Chávez manda investigar suposto plano para tirá-lo do poder

CARACAS (Reuters) - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, mandou iniciar uma investigação na noite de quarta-feira sobre uma suposta conspiração para tirá-lo do poder, na qual estariam envolvidos membros das Forças Armadas. Por diversas vezes, o dirigente acusou os EUA e os aliados dos norte-americanos na Venezuela --aos quais chama de piti-ianques-- de planejar há muito tempo a deposição e o assassinato dele a fim de brecar a sua chamada revolução socialista no país.

Reuters |

Um programa do canal de TV estatal divulgou na noite de quarta-feira gravações de áudio em que supostos oficiais da ativa e da reserva planejariam um golpe de Estado por meio da tomada do palácio do governo.

Chávez, por volta da meia-noite, telefonou para o programa 'La Hojilla', comandado por um de seus aliados, e disse que havia pedido ao ministro da Defesa uma investigação sobre o caso.

'Pedi-lhe que aja de imediato segundo mandam as leis, iniciando uma investigação e contatando a procuradoria militar.

Evidentemente, estamos diante de uma conspiração. Nós estamos seguindo isso há algum tempo. O país não sabe quantas conspirações já debelamos', afirmou Chávez.

O responsável pelo programa, candidato ao governo de um Estado da região central do país nas próximas eleições, não ofereceu detalhes sobre a gravação.

'Já temos um piloto de F16 com mil horas de vôo. Os outros são instrutores que vão usar os aviões', afirmou, em uma das gravações, um suposto general da Aeronáutica hoje na reserva.

Chávez, que sobreviveu a uma tentativa de golpe em 2002, já havia dito que seu governo tinha acabado com várias conspirações. Em muitas dessas oportunidades, no entanto, não foram apresentadas provas.

(Por Fabián Andrés Cambero)

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