O presidente venezuelano, Hugo Chávez, anunciou neste domingo um programa de aceleração do desenvolvimento regional a partir do ano que vem, mas afirmou que o projeto só será aplicado nos estados que apoiarem a política governamental nas próximas eleições regionais.

Os venezuelanos irão às urnas no dia 23 de novembro para eleger 25 governadores, além de prefeitos e legisladores municipais, pleito no qual a enfraquecida oposição do país se esforçará para recuperar posições.

Chávez disse que seu governo dará início em 2009 ao "Programa de Aceleração do Desenvolvimento Regional" - 'Padre', na sigla em espanhol -, que se baseará em projetos elaborados pelos governadores eleitos em novembro.

Contudo, o presidente deixou clarou que não pretende liberar recursos do prograna para governantes da oposição, a quem acusa de planejar um golpe de Estado - além de seu assassinato.

Os setores opositores "querem ganhar os governos e prefeituras para lançar no ano que vem um golpe de Estado e um magnicídio. E isso nós não vamos permitir", declarou Chávez.

O presidente disse ainda que não está disposto a enviar qualquer tipo de recurso do Estado para os governos que forem assumidos por membros da oposição, porque isso seria incentivar seus planos golpistas.

"Para quê enviar recursos (aos opositores)? Para que os roubem, para que conspirem contra mim? Não!", disse Chávez em um ato de campanha.

O presidente anunciou neste domingo a suspensão de seu programa semanal de rádio e televisão "Alô Presidente!" até o fim das eleições, para apoiar seus candidatos em atos de campanha.

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