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Chávez lança Operação Frango Frito para retomar porto

Por Patricia Rondón Espín CARACAS (Reuters) - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, chamou na terça-feira de Operação Frango Frito o esforço destinado a retirar o principal porto do país do controle do governador oposicionista do Estado de Carabobo, que prometeu uma guerra de guerrilhas para resistir à medida.

Reuters |

Amparado em um recente decreto-lei que segundo a oposição atenta contra a descentralização dos poderes, Chávez tenta assumir o controle de Puerto Cabello, onde está a maior alfândega de importação do país e a segunda maior de exportação.

O oposicionista Henrique Salas Feo, o "Pollo" ("frango"), controla o porto desde que foi eleito governador, em novembro.

Em uma reunião ministerial que teve trechos exibidos pela TV, Chávez determinou que Puerto Cabello passe "nos próximos dias" ao controle do Executivo nacional. "Mando preparar a Operação Frango Frito", disse ele.

Em meio a risos, acrescentou que seus adversários, "os esquálidos", lhe fazem desfrutar muito a vida, e que podem se opor como acharem melhor à decisão de transferir portos, aeroportos e rodovias dos Estados para o governo central.

Chávez há poucos dias ameaçou prender quem resistir à nova legislação que permite a transferência da infraestrutura ao Executivo quando o governo considerar que há deficiência na prestação de serviços por parte dos Estados. Ele também desafiou os governantes locais a reunirem tropas para enfrentar suas forças.

Salas Feo de fato montou sua própria trincheira para combater a medida, e na terça-feira, antes da reunião, disse que a lei afeta a descentralização, e não os cinco governadores de oposição. Além disso, denunciou haver corrupção entre militares e funcionários federais no porto.

"Muitas vezes a luta é de Davi contra Golias", disse ele. "Então sugiro que trabalhemos como os vietnamitas..., que não fizeram uma frente para lutar contra os Estados Unidos, e sim o que fizeram foi uma guerra de guerrilha. Que cada um à sua maneira defenda a descentralização."

(Por Patricia Rondón Espín)

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