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Chávez lamenta violência de grupos fascistas bolivianos

Caracas 4 mai (EFE).- O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse que seu Governo lamenta muito a violência provocada em algumas zonas do departamento boliviano de Santa Cruz, onde hoje está sendo realizado um referendo para votar o estatuto autonomista da região, que segundo ele visa quebrar a Bolívia em pedaços.

EFE |

"Quem são os responsáveis por essa violência? A oligarquia que, assim como aqui na Venezuela, é utilizada por grupos fascistas!", exclamou, em um contato que fez em seu programa dominical "Alô, presidente!" com o enviado a Santa Cruz da emissora "Telesur".

"Os gringos não poderão com a Bolívia", acrescentou, assegurando que "o plano dos imperialistas e de seus lacaios" também aponta para o aparecimento em seu país de "um conflito interno de grandes proporções".

"Os lacaios venezuelanos do império tentarão separar da Venezuela os estados ocidentais do país (Zulia, Táchira, Mérida, Barinas e Apresse)", disse, com base em informações obtidas, segundo ele, em Washington e Miami.

"Da mesma forma que na Bolívia, também na Venezuela foi necessário o chicote fascista", acrescentou.

Estes açoites, prosseguiu Chávez, "contribuem para o fortalecimento da consciência dos povos, inclusive das classes médias que percebem a grosseria e o atropelo, porque se trata de um plano descarado", que no caso de seu país, disse, teve como primeiro capítulo o golpe de Estado que o tirou do poder durante dois dias em 2002 e que "por pouco (...) não leva a uma guerra civil".

"Temos certeza de que o povo boliviano resistirá e que sairá fortalecido disto, da mesma forma que o Governo boliviano, que está hoje batalhando contra a pretensão do império e da oligarquia de quebrar à Bolívia em pedaços", reforçou.

Na noite de sábado, véspera do referendo boliviano, Chávez já havia dito: "Por mais força que tenha o império, por mais força que tenha a oligarquia da Bolívia, tenho certeza de que assim como o povo venezuelano foi capaz, unido junto a seus soldados (...), de combater o golpe fascista de 2002 (...), a Bolívia saberá derrotar o plano do imperialismo e da oligarquia boliviana".

Além de Santa Cruz, as províncias bolivianas de Beni, Pando e Tarija prevêem realizar outros referendos de estatutos autonomista em junho. EFE ar/bm/gs

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