Chávez inicia homenagem a vítimas de distúrbios em 1989

Caracas, 27 fev (EFE).- O presidente venezuelano, Hugo Chávez, iniciou hoje com uma celebração ecumênica a homenagem às vítimas do Caracazo, revolta social que completa 20 anos e deixou entre 300 e 3 mil mortos, segundo diferentes fontes.

EFE |

Chávez iniciou a liturgia com a leitura de uma passagem da Bíblia, em um ato religioso ao meio-dia local (13h30 de Brasília) ao ar livre no centro de Caracas.

Ele afirmou que 27 de fevereiro de 1989, quando explodiu o "Caracazo", foi um "dia libertador" do povo venezuelano e embrião de sua "revolução bolivariana".

A revolta se estendeu por três dias com uma onda de saques em Caracas e em outras cidades venezuelanas sendo reprimida a tiros pelo Exército e pela Polícia, após uma alta dos preços da gasolina, decretada pelo então presidente Carlos Andrés Pérez (1974-1979/ 1989-1993) para enfrentar uma aguda crise econômica.

"Dia libertador, do grito de libertação de um povo, foi isso o que aconteceu. Ainda não terminou, porque o povo segue levantando seu grito de dor e de clamor", exclamou Chávez, que três anos depois tentaria tomar o poder em um golpe de estado contra Pérez. EFE gf/jp

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