Chávez faz maratona para eleger aliados 1 semana antes de eleições regionais

Caracas, 16 nov (EFE).- A campanha para as eleições regionais do próximo domingo na Venezuela entra na reta final com o presidente Hugo Chávez em uma maratona pelo país em apoio aos candidatos do Governo.

EFE |

Com alto índice de popularidade, Chávez toma as rédeas da campanha do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), criado no ano passado para reunir as várias legendas que o apóiam, e transformou a disputa eleitoral em um plebiscito sobre sua pessoa e a "revolução bolivariana".

Desde o estado Nueva Esparta, no leste, até seu estado natal, Barinas, no sudoeste, Chávez multiplicou seus discursos na liderança da máquina estatal, que procura mobilizar seu eleitorado.

Em Barinas, o presidente venezuelano participou ontem à noite de um comício em apoio a seu irmão, Adán Chávez, candidato à sucessão do pai dos dois, Hugo de los Reyes Chávez, ao final de seus oito anos de Governo estadual.

"Em Barinas (...) não há espaço nem para a oposição velha nem para a oposição nova, pois são a mesma coisa", declarou Adán, que deverá enfrentar um dissidente do chavismo, além de candidatos da oposição tradicional, para alcançar a vitória no próximo domingo.

Um cenário similar se apresenta em outros estados do país ou em municípios, onde aspiram a eleição de candidatos anteriormente afins ao Governo que não responderam ao chamado à união sob o estandarte do PSUV.

"Mais que dissidentes, são traidores", sentenciou em declarações à Agência Efe o ministro da Comunicação e Informação venezuelano, Andrés Izarra, ao se referir a estas candidaturas nas eleições, nas quais 17 milhões de venezuelanos irão às urnas para elegerem 22 governadores, 328 prefeitos e 233 deputados estaduais.

O PSUV espera tirar da oposição os sete Governos estaduais que controla atualmente, que venceu nas eleições de 2004 (Zulia e Nueva Esparta) e outros cinco cujos dirigentes, eleitos pela plataforma chavista, se desvincularam de Caracas posteriormente.

Outros prevêem que o PSUV pode perder entre quatro e oito estados, além de Prefeituras como a de Maracaibo, capital de Zulia, para a qual se candidatou o dirigente oposicionista Manuel Rosales, governador em fim de mandato do estado, ex-candidato à Presidência da Venezuela e derrotado por Chávez em dezembro de 2006.

Partidos das duas plataformas convocarão grandes atos nos próximos dias, antes do final da campanha, na próxima sexta, nos quais poderá transmitir a seus candidatos a popularidade que continua mantendo entre os eleitores. EFE eb/wr/fal

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