Caracas, 28 jun (EFE).- O presidente venezuelano, Hugo Chávez, alertou hoje que responderá inclusive militarmente caso haja novas agressões ao embaixador venezuelano em Tegucigalpa e ressaltou que fará tudo o que tiver que fazer para que o chefe de Estado hondurenho, Manuel Zelaya, seja reconduzido a seu posto.

"Se nossa embaixada, se nosso embaixador for sequestrado ou atropelado, essa junta militar entraria em estado de guerra de fato.

Teríamos que atuar, inclusive, militarmente", disse Chávez em um discurso televisionado a partir do palácio de Miraflores, sua residência oficial.

O presidente venezuelano disse que o embaixador de seu país em Honduras, Armando Laguna, foi agredido fisicamente por "gorilas" e anunciou que pôs às Forças Armadas da Venezuela em alerta por esse motivo.

"Não podemos ceder", declarou Chávez, reunido na sede do Governo junto com seu gabinete ministerial e os embaixadores de Honduras, Cuba e Bolívia em Caracas.

O embaixador Laguna denunciou que ele e seus colegas de Nicarágua e Cuba foram "agredidos por militares encapuzados" quando visitavam a ministra das Relações Exteriores de Honduras, Patricia Rodas, para expressar-lhe solidariedade e apoio pelo ocorrido hoje no país.

Manuel Zelaya foi detido por militares e levado contra sua vontade para a Costa Rica, onde se encontra em qualidade de "hóspede".

Em declarações ao canal de televisão "Telesur", Laguna disse que o grupo de "militares encapuzados" levou a ministra Rodas à força até uma base aérea da capital hondurenha, retransmitidas simultaneamente pela emissora estatal venezuelana "VTV".

O Parlamento hondurenho fará uma reunião de emergência na qual, segundo versões extra-oficiais, o presidente da casa, Roberto Micheletti, pode se jurado como presidente.

Chávez afirmou que, caso isso ocorra, seu Governo tornará a vida de Micheletti "impossível". EFE gf/bba

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