Chávez exige desculpas dos colonizadores pelo genocídio na África e América

O presidente venezuelano Hugo Chávez exigiu nesta terça-feira, em Pretória, que as potências colonizadoras peçam desculpas pelos terríveis genocídios realizados na África e América Latina.

AFP |

"Exigimos que se condenem os genocídios que ocorreram na África e na América do Sul. A África sofreu o genocídio mais terrível da História", denunciou, aludindo à colonização e à escravidão.

"Nisso nós somos irmãos, conhecemos um genocídio idêntico na América do Sul, com o desaparecimento das civilizações indígenas - mais, aztecas, incas - depois da chegada dos 'conquistadores'", acusou o presidente.

Chávez foi recebido nesta terça-feira, em Pretória, por seu colega sul-africano Thabo Mbeki numa visita destinada a fortalecer as relações diplomáticas e comerciais entre os dois países.

A visita de Chávez acontece "no contexto de uma consolidação das relações entre a África do Sul e a América Latina para acelerar o desenvolvimento conjunto dos países do Sul", afirmou o ministério sul-africano das Relações Exteriores.

Chávez e Mbeki conversarão sobre cooperação dentro do Movimento de Países Não-Alinhados (Noal) e do Grupo dos 77 (130 países, incluindo a China), que representam os intereses dos países do hemisfério Sul do planeta nas negociações internacionais. Também analisarão os esforços regionais de manutenção da paz, principalmente na África.

Venezuela e África do Sul devem assinar acordos de projetos comuns nos setores de energia, indústria, comércio, armamento, agricultura e obras públicas.

A Venezuela, membro da Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep), está interessada nas tecnologias sul-africanas de refinamento e a África do Sul, que enfrenta uma crise energética sem precedentes, busca fontes alternativas para se abastecer de ouro negro.

ip/gc/cn/fp

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