Chávez espera que relações com EUA se normalizem com Obama no poder

Tóquio, 6 abr (EFE).- O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse hoje que tem esperança de recuperar relações normais com os Estados Unidos agora que o presidente americano, Barack Obama, está no poder, sobre quem disse ser uma novidade e acreditar que tem boas intenções.

EFE |

Chávez ainda disse que "chegará o dia" em que a Venezuela e EUA serão "amigos".

O presidente venezuelano, que chegou ontem ao Japão na segunda etapa de uma viagem oficial pela Ásia, assegurou que "o único problema (com os EUA) foram as agressões de um pequeno setor que governou" o país e acrescentou que "com (o ex-presidente americano George W.) Bush não era possível conversar".

Chávez deu total apoio à iniciativa lançada ontem em Praga por Obama, na qual este defendeu um mundo sem armas nucleares.

O presidente venezuelano desejou que "Obama consiga obter um acordo com os países que têm bombas atômicas para que as destruam e que a tecnologia atômica seja para gerar energia elétrica", já que "o petróleo acabará algum dia".

"Os venezuelanos não querem mais bombas atômicas", assegurou Chávez, o qual disse também que não há provas de que este tipo de arma esteja sendo desenvolvido no Irã, país que visitou antes do Japão.

Sobre o recente lançamento de um foguete de longo alcance pela Coreia do Norte, Chávez disse que é preciso ser "prudente" perante a falta de informação, mas que se Pyongyang diz que "lançou um foguete com um satélite de comunicações", não tem nenhuma razão para "duvidar disso".

Chávez também comentou a crise econômica global, que considerou como "sistêmica e de grandes proporções", e perante a qual, segundo ele, o Grupo dos Vinte (G20, países ricos e principais emergentes) "não contribui em nada".

"Tomara que eu esteja errado, mas seria preciso mudar o formato dessa fórmula. Propusemos algumas coisas, mas parece que não querem nos ouvir", acrescentou o presidente venezuelano.

Hugo Chávez viajou ao Japão para ratificar nove acordos estratégicos de cooperação econômica e energética, e impulsionar as relações bilaterais com a segunda maior economia do mundo.

A previsão é de que o presidente venezuelano viaje para Pequim amanhã para uma visita de dois dias. EFE icr/bba

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