Chávez elogia iniciativa antinuclear de Obama

Tóquio, 7 abr (EFE).- O chefe de Estado da Venezuela, Hugo Chávez, considera que o presidente americano, Barack Obama, lançou um míssil a favor da paz com sua proposta por um mundo sem armas nucleares, e lhe estendeu a mão para abrir uma nova etapa de relações bilaterais, disse hoje em Tóquio.

EFE |

Chávez fez estas declarações em seu último dia de visita ao Japão. O líder venezuelano deixou hoje Tóquio com destino a Pequim, após uma visita de três dias, na qual fechou acordos em matéria energética com o Japão no valor de cerca de US$ 33,5 bilhões.

Em entrevista coletiva em Tóquio, Chávez considerou que a mensagem expressada no domingo, em Praga, pelo presidente dos Estados Unidos a favor de um mundo sem arsenal nuclear "é muito animadora".

"Obama lançou um míssil, míssil Obama", disse o líder venezuelano sobre a proposta do presidente dos Estados Unidos, com quem acredita ser possível que seu país inicie "uma nova etapa", pois "há sinais positivos que devem ser reconhecidos", disse.

"Atrevo-me a estender a mão a Obama", disse Chávez, acrescentando que, "dentro do respeito, tudo é possível" com os EUA, o que inclui "um futuro e possível diálogo, trabalho conjunto em diversas áreas, e acho que isso faz parte do interesse comum", disse.

"O fato de o presidente dos Estados Unidos dizer que concorda em eliminar as armas nucleares é reflexo de um mundo novo", disse o líder venezuelano.

Sobre essa proposta contra as armas nucleares, Chávez disse que é sugerida há muito tempo por Venezuela, Cuba e Japão, sendo este último o único país que sofreu o impacto de bombas atômicas e ao qual os EUA deveriam pedir perdão.

Os Estados Unidos são "o único país que se atreveu a lançar bombas atômicas contra um povo e nunca pediu perdão, que eu lembre", disse o presidente venezuelano, em entrevista coletiva que colocou fim a sua visita ao Japão.

Segundo informou um porta-voz do Governo japonês informou à Agência Efe, Chávez partiu às 19h10 (7h10 de Brasília) do aeroporto internacional de Narita, nos arredores de Tóquio, em um avião da Cubana de Aviación emprestado pelo Governo cubano.

O líder venezuelano deve permanecer em Pequim até 9 de abril, quando voltará a seu país, após o que ele mesmo chamou hoje de sua "volta ao mundo". EFE jmr-clb/an

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