Chávez elogia decisão de Obama de fechar Guantánamo

Caracas, 23 jan (EFE).- O presidente venezuelano, Hugo Chávez, elogiou hoje a decisão do novo governante americano, Barack Obama, de eliminar a prisão de Guantánamo e de proibir a tortura.

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"Eliminou a prisão de Guantánamo, é preciso aplaudi-lo por isso, e proibiu a tortura. Esses são sinais muito importantes", disse Chávez em um ato político realizado em Caracas.

"Fico feliz e o mundo fica feliz com que este jovem presidente tenha chegado e com que a primeira coisa que tenha feito ter sido assinar decretos para acabar com uma série de medidas de terror", acrescentou o líder.

Chávez se mostrou "cético" em declarações anteriores sobre as mudanças que poderia haver nas relações internacionais com a chegada de Obama, mas hoje expressou que "vale a pena dar um tempo" para ver as medidas adotadas pelo novo presidente dos Estados Unidos.

O líder venezuelano sugeriu que essa mudança de posição tenha sido causada por uma carta que recebeu do líder cubano Fidel Castro, que falou palavras positivas sobre Obama.

"As reflexões de Fidel são muito sábias, diz que Obama é um homem com boas intenções", revelou Chávez.

"Não podemos dizer que tudo o que venha do Governo dos EUA é ruim, porque isso seria irracional", disse o presidente venezuelano, para ratificar a nova disposição perante Washington.

"Bem-vindo o novo Governo. Estamos com os braços abertos e cheios de esperanças de que o mundo entre pelo caminho da razão e da paz", acrescentou.

Chávez também fez referência à retirada israelense de Gaza e a relacionou com a chegada de Obama à Casa Branca.

"Acho que a retirada de Israel de Gaza tem a ver com isso, porque se não tivesse se retirado, Obama teria feito algo", afirmou.

Ele acrescentou que a invasão de Gaza foi "ordenada por Bush", da mesma forma que "a invasão da Ossétia do Sul para gerar um conflito com a Rússia, como ordenou o golpe de Estado aqui, como ordenou a invasão do Iraque e os bombardeios e assassinatos no Afeganistão".

EFE rr/db

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