Chávez e Zapatero relançam relações com o petróleo como eixo

Madri, 25 jul (EFE).- O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e o chefe do Governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, deram hoje por encerrada a tensão entre os dois países, e ratificaram seu desejo de relançar as relações e iniciar projetos conjuntos, com o petróleo como eixo.

EFE |

Em entrevista coletiva conjunta após uma breve reunião no Palácio de La Moncloa, Zapatero mostrou sua satisfação com o "reencontro" dos dois países, cujas relações passaram por uma crise em novembro do ano passado.

Naquela data, durante a Cúpula Ibero-americana em Santiago do Chile, rei Juan Carlos I da Espanha recriminou Chávez com a frase "por que no te callas?" (por que não se cala?), após o líder venezuelano interromper Zapatero.

Chávez, que horas antes se reuniu com o rei Juan Carlos em Palma de Mallorca, virou a página desse "capítulo conjuntural" e qualificou de "muito prazeroso" o encontro com seu "amigo" Juan Carlos, até o ponto de brincar com ele e pedir que compartilhasse os lucros gerados pelos direitos autorais da frase.

Zapatero e Chávez manifestaram sua intenção de realizar em breve uma reunião empresarial hispânico-venezuelana, e o presidente latino-americano ressaltou a importância de que a espanhola Repsol participe de projetos na Faixa do Orinoco, uma das maiores reservas petrolíferas do mundo.

Junto com a estatal venezuelana PDVSA, disse, poderia produzir "200.000 barris diários, que poderiam vir diretamente para Espanha, que teria garantido o petróleo para sempre".

Zapatero ressaltou seu interesse em que as relações bilaterais vão pelo caminho da cooperação, e ressaltou a necessidade da Espanha em relação à energia e ao petróleo.

Em contrapartida, ofereceu a Chávez a cooperação espanhola na área das energias renováveis, e em infra-estruturas e construção, um campo no qual a Espanha têm "um potencial muito grande e a Venezuela, uma necessidade objetiva".

O presidente da Venezuela agradeceu a "calorosa" recepção na Espanha e disse que veio "estender a mão da amizade e do afeto, e trabalhar juntos".

Chávez convidou o rei a visitar seu país no próximo ano, e confiou em que também Zapatero possa ir, viagens com as quais seria possível dar início aos eventos organizados para comemorar o bicentenário da independência. EFE nl/an

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