Chávez e Uribe retomam relações econômicas e se comprometem com a paz

Os presidentes de Venezuela e Colômbia, Hugo Chávez e Alvaro Uribe, relançaram nesta terça-feira suas relações econômicas e se comprometeram a buscar a paz no conflito com a guerrilha colombiana, durante um encontro em Caracas.

AFP |

Entre os acordos firmados hoje, se destaca o que permitirá à Venezuela importar 5 mil carros e 5 mil ônibus e caminhões produzidos na Colômbia.

Os dois países também assinaram uma carta de intenções para a formação de um fundo de investimentos binacional de 200 milhões de dólares.

Chávez declarou que a Venezuela "está pronta para (...) ajudar no esforço da busca da paz (com a guerrilha das Farc), sempre respeitando as decisões do governo colombiano".

"Não sou aliado das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e nem apoio a guerrilha, mas também não sou inimigo das Farc. Portanto, acredito que o que digo tem algum valor", destacou Chávez.

Uribe disse que para negociar a paz, os grupos guerrilheiros devem "cessar suas atividades criminosas" por, ao menos, quatro meses consecutivos.

"Para que a paz não se torne um engano, é preciso se estabelecer bases firmes. Aqueles que querem a paz devem suspender suas atividades criminosas por quatro meses. Não exigimos um desarmamento ou uma desmobilização, estes são pontos de chegada", destacou Uribe em entrevista coletiva ao lado de Chávez.

Em 2007, Chávez intermediou a troca de reféns das Farc por rebeldes presos, mas foi afastado das negociações por Uribe, o que abalou as relações bilaterais.

Chávez e Uribe concordaram hoje com a necessidade de se buscar uma solução definitiva para a questão limítrofe do Golfo da Venezuela, que durante décadas envenenou a relação entre os dois países.

O líder venezuelano estimou que "há uma obrigação de se buscar a solução para este velho problema" e propôs a Uribe convocar uma reunião para analisar o tema "em profundidade".

Uribe assegurou que está disposto a tratar do assunto o mais rápido possível e destacou que "as novas gerações não vão entender por que demoramos tanto".

A questão do Golfo quase provocou uma guerra entre Colômbia e Venezuela, em 1987, quando a corveta 'Caldas', da Marinha colombiana, entrou nas águas em litígio e a Venezuela ameaçou afundar o navio.

rsr/LR

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