Chávez e ministro do Interior seriam alvos de grupo na Venezuela

Bogotá, 24 jul (EFE) - O presidente venezuelano, Hugo Chávez, e o ministro do Interior, Ramón Rodríguez Chacín, estavam entre os alvos militares de um bloco que a agora dissolvida organização Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC) projetou estabelecer no país vizinho, segundo um relatório publicado hoje pelo jornal El Tiempo. A criação do chamado Bloco de Autodefesas Unidas da Venezuela era uma iniciativa que Carlos Castaño, o assassinado chefe máximo das AUC, deixou consignada em um USB ou memória portátil entregue à Promotoria por um antigo comando ultradireitista. A entidade judicial recebeu o equipamento na semana passada das mãos de H.H.

EFE |

", apelido de Éver Veloza, líder das AUC em uma região do noroeste do país que serviu de enclave a Carlos Castaño.

A facção paramilitar venezuelana estaria "ao comando de 'Antonio del Billa'", segundo o jornal.

O periódico afirma ainda que a "principal ação seria declarar alvo militar o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e o hoje ministro Ramón Rodríguez Chacín, por um suposto apoio às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc)".

A publicação não especifica a época na qual as AUC consideraram a ampliação das atividades ao país vizinho.

Carlos Castaño foi chefe máximo sozinho da organização paramilitar e, antes de ter sido assassinado, compartilhou a liderança com seu irmão Vicente, que está desaparecido, e Salvatore Mancuso, extraditado aos Estados Unidos em maio junto a outros 13 ex-comandantes das AUC.

Nos arquivos, que chegam a 9.350, Castaño também especifica os vínculos que a organização "manteve por anos" com setores militares e também relações com a classe política, assim como a ingerência do tráfico de drogas no paramilitarismo. EFE jgh/db

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