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Chávez e Lula mostram apoio a Morales três semanas antes do revogatório

Riberalta (Bolívia), 18 jul (EFE).- Os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da Venezuela, Hugo Chávez, mostraram hoje seu apoio político ao chefe de Estado da Bolívia, Evo Morales, a poucas semanas do líder boliviano enfrentar o referendo revogatório de 10 de agosto.

EFE |

"Aqui estamos, Lula e este humilde servidor dizendo a Evo que estamos com a Bolívia e que estamos com Evo e que apoiaremos enquanto pudermos", disse o presidente venezuelano.

Lula também se declarou "testemunha" da "vontade do companheiro Evo Morales de promover a inclusão de setores efetivamente excluídos da vida do país".

Em 10 de agosto, Morales será submetido ao revogatório de seu mandato junto com seu vice-presidente, Álvaro García Linera, e oito dos nove governadores de departamentos (estados), em sua maioria da oposição.

Morales agradeceu a presença dos "dois presidentes permanentemente solidários com o povo boliviano" em Riberalta, população amazônica situada a 900 quilômetros ao nordeste de La Paz.

Lula mostrou a Morales seu "sentimento de mais profunda alegria" quando viu "o povo boliviano escolher um indígena para ser o presidente".

"Tenho convicção de que a importância de sua escolha foi muito mais significativa que a eleição de um metalúrgico para presidir o Brasil", disse ao assinalar, que "um índio e um metalúrgico, além de Chávez e outros presidentes da América Latina" não podem "aceitar provocações".

"Estamos vivendo um momento histórico, governantes com apoio majoritário das sociedades unem esforços para redesenhar a geografia econômica, social e política do continente", afirmou o presidente brasileiro durante seu discurso.

Além disso, Lula mostrou sua esperança de que a Bolívia, "com sua conhecida sabedoria consiga superar as dificuldades conjunturais por meio da democracia e do entendimento", em alusão à crise política boliviana.

Já Chávez disse que "além das provocações" está a vontade de seus Governos de derrotarem unidos "todas essas manipulações e campanhas suscitadas por todos os lados".

Os atos da visita dos governantes transcorreram com calma, em meio a um enorme desdobramento de segurança com policiais e militares bolivianos, apesar da rejeição dos civis de Riberalta em relação a Chávez, que foi considerado por eles persona non grata.

No entanto, o forte desdobramento de segurança pelas autoridades venezuelanas acabou não ocorrendo, por não terem sido cumpridas as ameaças dos dirigentes civis de Riberalta de provocar incidentes, e não foi verificado indício algum de protesto.

No estádio municipal lotado, Lula também anunciou o retorno dos investimentos da Petrobras à Bolívia, onde manteve congelados seus investimentos após a nacionalização dos hidrocarbonetos decretada por Morales em 2006.

Lula também manifestou sua intenção de construir uma hidroelétrica e uma usina processadora de gás com uma empresa industrial binacional.

Além disso, Lula e Chávez assinaram ajudas de US$ 530 milhões para a construção de estradas na amazônia boliviana que, na prática, unirão o departamento de La Paz com a fronteira brasileira e serão conectadas com as vias que vão para Orinoco, na Venezuela.

No caso do Brasil, está prevista que a construção deste "corredor amazônico", via de 508 quilômetros que custará US$ 230 milhões, gere 15 mil empregos diretos e 45 mil indiretos.

Já Chávez firmou com Morales a concessão de um crédito de US$ 300 milhões para apoiar as políticas viárias do governante boliviano.

Morales agradeceu a ajuda prestada pelos dois países e a "solidariedade e trabalho" de maneira conjunta para resolver os problemas sociais da Bolívia.

"Aqui já não há impérios que podem impor políticas", comentou o presidente boliviano após dizer que esta ajuda não está condicionada à adoção de políticas liberais como, segundo ele, era a recebida dos Estados Unidos. EFE az/bm/rr

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