Chávez e Correa pedem que se acelere integração na A.Latina

Cumaná (Venezuela), 3 fev (EFE).- Os presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, e do Equador, Rafael Correa, defenderam hoje acelerar a integração latino-americana e concretizar os avanços da relação bilateral a partir de acordos firmados entre as duas nações.

EFE |

"Não há tempo a perder. A América Latina não tem nem mais um segundo a perder. Por isso estamos aqui", disse Correa, no encontro com Chávez na cidade de Cumaná, no leste da Venezuela.

O presidente equatoriano assegurou que os laços bilaterais "estão melhorando, mas há muito por fazer" e afirmou que "o socialismo deve ser sinônimo de justiça e também de eficiência".

Na reunião bilateral, que aconteceu no Castelo de San Antonio, uma fortificação litorânea em Cumaná, cerca de 400 quilômetros a leste de Caracas, as delegações de ambos os países revisaram o progresso dos acordos já firmados e dos processos de cooperação em áreas como a energética e a alimentícia.

O chanceler equatoriano, Fander Falconí, disse que ambos os países assinaram 35 acordos de cooperação, embora tenha ressaltado que muitos não chegarão a se concretizar.

Segundo ele, para avançar mais rapidamente na implantação do estipulado ficou acordado que os ministros de Planejamento façam avaliações mensais para driblar os obstáculos que possam dificultar o progresso.

O ministro também anunciou que se incorporarão à agenda bilateral outros assuntos como imigração, criação de um fundo de compensação para o comércio exterior e a luta contra o narcotráfico.

O chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, pediu que se "tomem decisões" para o bom progresso dos projetos em andamento e que não se permita uma estagnação.

Maduro destacou a importância da iminente criação de um fundo bilateral de US$ 200 milhões e avaliou positivamente o forte aumento das importações de produtos alimentícios equatorianos, que em 2008 alcançaram pouco mais de US$ 1 bilhão.

No encontro bilateral, que terminou pouco antes das 20h (22h, Brasília), com várias horas de atraso em relação ao programa inicial, não foram assinados novos acordos, segundo fontes equatorianas.

Correa, que chegou na segunda-feira à Venezuela, foi diretamente ao aeroporto de Cumaná em um veículo dirigido por Chávez.

O presidente equatoriano, que ontem participou com outros líderes da Alternativa Bolivariana para as Américas (Alba), viajou hoje a Cumaná, cidade natal do herói nacional José Antonio de Sucre.

Na cidade e na data do aniversário do nascimento do líder independentista do Equador, há 214 anos, Correa e Chávez, ao lado do presidente nicaraguense, Daniel Ortega, depositaram flores em um monumento de Sucre.

Em um discurso perante partidários de Chávez, os três líderes concordaram ao afirmar que os processos de mudanças "revolucionários" em seus países "jamais darão um passo para trás".

Correa assegurou que a "revolução bolivariana" de Chávez demonstrou que "é irreversível" e que a "Venezuela nunca mais voltará a ser quintal de ninguém".

Já Chávez afirmou que só os processos de mudança que se desenvolvem nos dois países e em outros da região, entre os quais citou Nicarágua e Bolívia, garantem a "ruptura das teias do colonialismo".

"Não passo para trás, esta revolução chegou para ficar para sempre, porque é a única via para a salvação dos povos (...) para criar uma sociedade de iguais, a sociedade socialista do século XXI", declarou o líder venezuelano. EFE eb/rr

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