Chávez diz querer dialogar com Obama

Caracas, 14 dez (EFE).- O presidente venezuelano, Hugo Chávez, disse hoje que tem a melhor disposição para reconstruir as relações com o Governo dos EUA, partir da posse de Barack Obama, mas só em um marco de respeito à soberania do país sul-americano, em entrevista a seu aliado político, ex-vice-presidente e jornalista José Vicente Rangel.

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Chávez revelou que "via com interesse" a nomeação de Bill Richardson e Hillary Clinton ao gabinete de Governo de Obama, e assinalou que isso "abre uma perspectiva" para as relações bilaterais que "avaliará" então.

Embora reconheça que ainda não houve nenhuma aproximação com a próxima Administração americana, expressou que está "disposto a chegar" inclusive a um "trato direto, pessoal" com Obama.

Nesse sentido, asseverou que Caracas e Washington "podem trabalhar para refazer um acordo" de luta conjunta contra o narcotráfico, assim como para o combate do "terrorismo e delinqüência internacional".

O Governo de Chávez anulou em julho de 2005 um convênio com a Drug Enforcement Agency (DEA, Departamento Antidrogas dos Estados Unidos), alegando que o órgão fazia "espionagem" neste país.

Nas últimas semanas, Chávez expressou que espera ver o que fará Obama com assuntos como a prisão de Guantánamo ou o pedido de extradição venezuelano do anticastrista Luis Posada Carriles, acusado de terrorismo por Caracas e Havana.

"Estou disposto a avaliar tudo isto", disse o governante da Venezuela, quinto exportador mundial de petróleo e um dos principais abastecedores dos Estados Unidos, aos quais vende entre 1,1 milhão e 1,5 milhão de barris de petróleo diários. EFE gf/jp

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