Chávez diz que Zelaya irá para Honduras a qualquer momento

Caracas, 12 jul (EFE).- O presidente venezuelano, Hugo Chávez, anunciou hoje que o presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, voltará para seu país a qualquer momento.

EFE |

"Zelaya vai para Honduras a qualquer momento. Vai aparecer em qualquer lugar do país", disse Chávez, em seu programa dominical de rádio e televisão "Alô Presidente!".

Chávez deu a entender que a presença de Zelaya em Honduras poderia causar um movimento cívico militar, que teria o objetivo de criar uma base de ação para recuperar o poder.

O presidente venezuelano afirmou que os militares golpistas não têm o controle absoluto das Forças Armadas e disse ainda que não estranharia se houve pronunciamentos de oficiais a favor de Zelaya.

Além disso, voltou a pedir ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que pare com "ambiguidades" e tome medidas contra o novo Governo hondurenho.

"Deixe a ambiguidade, você não nos engana com esse discursinho e esse sorriso. O senhor está sendo testado. Demonstre se está disposto a enfrentar os falcões, e se não, é melhor que saia do assunto", disse Chávez.

Disse ainda que é melhor que o império seja governado por um falcão, que se assume como tal, como era o caso de George W. Bush, que "alguém que é e não é", que se "apresenta como um cordeirinho, como um pacifista".

Além disso, insistiu na tese de que Washington deve assumir as mudanças na América Latina e não tentar freá-las.

Lembrou que o ex-presidente americano John Kennedy advertiu que "quem fecha o caminho das revoluções pacíficas abre os caminhos das revoluções violentas".

Chávez assegurou que as forças direitistas latino-americanas modificaram seus discursos para "amedrontar" os povos e substituíram como fonte de todas as calamidades "o comunismo pelo chavismo".

Afirmou, além disso, que o objetivo do novo Governo de Honduras é congelar a situação em seu estado atual, até as eleições de novembro.

"Estamos ganhando, fizemos um gol e agora esfriamos a bola, retardamos o jogo para que o povo hondurenho e o presidente Manuel Zelaya se desgastem até as eleições de novembro". Segundo Chávez, esta seria a estratégia dos golpistas. EFE rr/pd

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