Chávez diz que testes não detectaram câncer, mas continua o risco

Afirmação foi feita por presidente ao desembarcar em Caracas após submeter-se a um tratamento de quimioterapia em Havana

iG São Paulo |

Após uma semana em Cuba, em tratamento contra o câncer, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse que exames realizados na ilha apontam que não há presença de células cancerígenas em seu corpo, porém, admitiu que ainda há risco de que outros órgãos sejam afetados pela doença e deve continuar o tratamento.

AP
Chávez retorna à Venezuela após fazer quimioterapia

Chávez retornou repentinamente ao país na noite de sábado após finalizar a primeira etapa do tratamento com quimioterapia em um hospital em Havana. O presidente de 56 anos disse que, à sua chegada à Havana há uma semana, foi submetido a uma série de rigorosos exames cujos diagnósticos negam a proliferação de células cancerígeras que poderiam derivar em metástase.

"Fui submetido a intensos estudos de imagenologia e devo dizer-lhes que não foi detectada presença de células malignas em nenhum lugar do meu corpo, em um exame rigoroso de quase o dia todo", disse Chávez, em um ato que foi transmitido pela televisão em rede nacional.

"De todo modo, o risco existe e por isso (foi necessária) a quimioterapia que me foi aplicada toda essa semana em várias sessões", disse Chávez, que retornou no sábado à noite de surpresa a Caracas após passar uma semana em Havana, onde foi tratado de um câncer que o próprio presidente revelou ter em 30 de junho.

"Estou feliz", disse, destacando que ainda está "em pleno processo de uma luta que é difícil e leva tempo". Chávez desceu do avião com seus próprios pés e foi recebido no aeroporto pelo vice-presidente, Elías Jaua, e vários membros de sua equipe de governo.

"É um dia de descanso para mim, de alegria", disse, para lembrar que, há uma semana, no momento de deixar o país para viajar para Cuba, afirmou que voltaria em melhores condições. "Disse: virei melhor do que vou. Cumpro a palavra, voltei melhor do que fui", assinalou ao agradecer a Deus, às orações de apoio e ao "esforço adicional" que teve que fazer pela melhora.

O presidente indicou que ao longo da semana não deixou de prestar atenção à Venezuela nem por um instante. Além disso, revelou que almoçou com o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, em Havana e comentou o encontro que manteve com Diego Maradona.

Vestido com camisa azul e camiseta vermelha, um Chávez de bom semblante conversou com o grupo de cadetes da Marinha que formou a guarda de honra que o recebeu. Chávez chegou acompanhado dos ministros venezuelanos de Exteriores, Nicolás Maduro, e de Energia, Rafael Ramírez, e conversou na própria pista do aeroporto com vários dos membros de seu gabinete, que se deslocaram ao aeroporto para recebê-lo.

A expectativa é que ele participe, neste domingo, nos atos comemorativos do nascimento do líder independentista venezuelano Símon Bolívar, cujas ideias inspiram a chamada revolução bolivariana.
Até agora, o presidente venezuelano revelou poucos detalhes a respeito de sua doença.

Não foi divulgado o local de onde foi extraído o tumor cancerígeno ou a gravidade da doença, elementos que levantam dúvidas quanto ao futuro político do presidente, cuja candidatura à reeleição presidencial em 2012 já havia sido anunciada.

Chávez deve continuar tratamento com quimioterapia nas próximas semanas, porém, ainda não há informação oficial sobre a data em que o presidente voltará a viajar à Cuba. Em 10 de junho, o líder venezuelano teve de ser submetido a uma cirurgia de emergência, durante sua visita a Cuba, para retirada de um abscesso na região pélvica. Dez dias depois, foi submetido à segunda intervenção após detectarem a presença do câncer.

*Com EFE e BBC

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