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Chávez diz que terá vitória memorável em referendo

Na véspera do referendo deste domingo em que os venezuelanos decidirão se aprovam ou não o fim do limite à reeleição, o presidente da Venezuela Hugo Chávez disse estar confiante que obterá uma vitória memorável neste domingo. Se a emenda for aprovada, o limite de dois mandatos para a reeleição aos cargos de presidente, governador, prefeito, deputados e vereadores, será eliminado, o que permitirá a Chávez candidatar-se à Presidência pela terceira vez em 2013.

BBC Brasil |

"Hoje tenho fé na vitória (...) uma gigantesca certeza que amanhã haverá paz na Venezuela. A fé no nosso povo, o amor compartilhado com este povo que terá uma memorável vitória", afirmou Chávez em entrevista coletiva realizada no palácio de Governo, neste sábado.

" O povo tem consciência (do que significa) seguir por esse caminho de revolução pacífica ou voltar ao caminho do desastre", afirmou.

O mandatário venezuelano, que governa o país há uma década, disse que o seguinte passo, se conquistar a vitória no referendo, será consolidar "a via venezuelana ao socialismo".

"Seguiremos avançando aos grandes objetivos estratégicos de converter a Venezuela em uma potência, de criar uma sociedade de iguais. O socialismo, esse será o nosso pão de cada dia", afirmou.

Entre outros projetos, Chávez prometeu ampliar o processo de reforma agrária e, advertiu que grande parte do esforço de seu governo neste ano será enfrentar a crise econômica internacional, que a seu ver, não terá maior impacto na Venezuela.

"Estamos dentro das melhores condições para enfrentar a crise econômica o capitalismo global", afirmou.

Chávez voltou a afirmar que "reconhecerá qualquer resultado" do referendo e advertiu uma vez mais a seus opositores que seu governo está pronto para "neutralizar" qualquer tentativa de violência e de "desconhecimento à decisão do árbitro eleitoral".

O líder venezuelano qualificou de "indigno" o deputado espanhol Luis Herrero, expulso da Venezuela na noite da sexta-feira e disse esperar que o
"lamentável incidente não prejudique" as relações com a Espanha.

"Tenho fé em que este lamentável incidente produzido de maneira proposital por esse indigno eurodeputado não prejudique em nada as excelentes relações que temos com o governo espanhol e muito menos com o povo espanhol", afirmou Chávez em referência às declarações de Herrero, quem criticou o sistema eleitoral venezuelano e qualificou Chávez de "ditador".

Deputado pelo direitista Partido Popular (PP) Herrero foi convidado por grupos de oposição à acompanhar o referendo do domingo. Na sexta-feira Herrera se pronunciou contra a decisão do Conselho Nacional Eleitoral de estender em duas horas o período para o fechamento das mesas de votação, de 16 h para 18 h ( 20h 30 hora de Brasília), colocando em dúvida a transparência das eleições.

Herrero pediu aos venezuelanos "votar em liberdade e que jamais votem deixando-se levar pelo medo que premeditadamente um ditador está tentando impor".

Logo depois, a reitora do CNE, Tibisay Lucena, ordenou a expulsão do deputado por extrapolar suas atribuições como observador internacional.

O eurodeputado foi levado imediatamente por agentes de segurança e da diplomacia venezuelana ao aeroporto e embarcou em um voo em direção a São Paulo.

A atitude do deputado espanhol foi criticada neste sábado pela secretária de Relações Internacionais do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), Elena Valenciano, que disse que "os observadores internacionais não podem intervir durante um processo eleitoral" e que Herrera "teriadescumprido o código de comportamento" de observador.

O governo espanhol chamou o embaixador venezuelano em Madri para prestar queixa da expulsão do parlamentar.

e acordo com o CNE, 98 observadores internacionais de 25 países acompanharão o referendo deste domingo.

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