Chávez diz que porta-aviões americano não assusta e fala sobre origem de Lula

Caracas, 24 abr (EFE).- O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, comentou hoje a suposta ameaça representada pelo porta-aviões americano George Washington e classificou Lula como operário em uma análise sobre as origens de atuais presidentes latino-americanos.

EFE |

"Estamos avançando com o Brasil na criação de um Conselho de Defesa Sul-americano, no momento em que os gringos vêm por aí com uma frota, com um porta-aviões gigante", afirmou Chávez, em um ato realizado no interior de seu país e dirigido ao setor agropecuário.

O discurso do líder da Venezuela foi transmitido em rede nacional e em caráter obrigatório por todas as emissoras de rádio e TV de seu país.

"(Os EUA) Acham que com uma frota vão nos assustar? Não nos assustam em nada! Mao já disse: 'Quando os povos despertarem e se unirem, o imperialismo acabará como um tigre de papel'. Você não nos assusta, tigre de papel!", reiterou Chávez.

"Vamos enterrar você neste século, velho império gringo, e viveremos como irmãos com o povo americano, que é um povo irmão (...) e que também se encontra pisoteado", completou.

O governante venezuelano acrescentou que a população americana está tendo "regulados até os alimentos" agora, e que isso aumentará o número de cidadãos daquele país "que vivem na miséria".

A Embaixada dos Estados Unidos na Venezuela não confirmou a passagem próxima ao país sul-americano do porta-aviões "George Washington" em seu trajeto pelo Atlântico Sul rumo à base japonesa de Yokusaka.

Em seu trajeto rumo ao Japão, o porta-aviões americano desembarcou na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, e deve realizar exercícios militares com embarcações de Brasil, Argentina e Chile.

Chávez não fez referência a esses exercícios e, por outro lado, pelo quarto dia consecutivo parabenizou pela vitória no último domingo nas eleições presidenciais do Paraguai o ex-bispo Fernando Lugo.

"Faltava um padre", repetiu hoje Chávez ao sustentar que Lugo se unirá aos governantes latino-americanos que, além dele mesmo, incluiu no que chama de uma "nova era" em Brasil, Argentina, Bolívia, Cuba, Chile, Equador e Nicarágua.

"Já temos duas mulheres: Cristina (Argentina) e Bachelet (Chile).

Temos um operário: Lula. Três guerrilheiros: Fidel, Raúl (Cuba) e Daniel Ortega (Nicarágua). Temos um índio: Evo (Bolívia). Temos um economista que faltava: Rafael Correa (Equador). Temos ainda esse soldado, que está aqui (Venezuela), e só faltava o padre", concluiu Chávez em alusão a Lugo. EFE ar/fr

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