Chávez diz que pensa em ordenar derrubada de aviões do tráfico de drogas

CARACAS - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse nesta quinta-feira que está pensando com calma se dá ordens para que as forças militares de seu país derrubem os aviões do tráfico de drogas que utilizam o espaço aéreo venezuelano, algo que admitiu ser duro.

EFE |

"Estão me propondo algo duro, algo que alguns países já fazem. Não gosto da ideia, mas estou pensando com calma em derrubá-los", disse a jornalistas ao falar sobre uma série de assuntos enquanto esperava o tenor espanhol Placido Domingo em seu gabinete.

Chávez revelou que os pilotos venezuelanos que ordenam a aterrissagem dessas aeronaves são ignorados e, inclusive, alvos de sabotagem.

"Saibam os narcotraficantes da Colômbia e os ianques que estou estudando o assunto com toda calma", reiterou, ao comentar um recente relatório do Departamento de Estado americano segundo o qual Venezuela, Bolívia e Mianmar não declararam "de maneira demonstrável" seu respeito aos acordos internacionais contra as drogas nem tomaram medidas contra o problema.

"Seria preciso revisar bem as palavras desse relatório para determinar se efetivamente se trata de uma acusação por apoio ao narcotráfico", disse Chávez.

"Até onde eu sei, o relatório não diz que são países que apoiam o narcotráfico; é um relatório longo, mas não seria estranho" que haja desconhecimento sobre conquistas na luta contra o tráfico de drogas na Venezuela, apontou o presidente.

"Todos os dias estamos fazendo grandes e pequenas apreensões", destacou Chávez.

Ainda nesta quinta-feira, o ministro do Interior venezuelano, Tareq El Aissami, rejeitou e condenou o "cínico" relatório americano no qual a Venezuela está entre os 20 maiores produtores de drogas ou plataformas para o narcotráfico no mundo.

"Rejeitamos e condenamos esse relatório que beira o imoral, é cínico e hipócrita", afirmou Aissami em entrevista coletiva.

Para o ministro, a agência americana antidrogas (DEA, em inglês) "se tornou o principal cartel do narcotráfico que opera em território americano".

Desde a saída da DEA da Venezuela, em 2005, "foram detidos e deportados mais de 30 chefões da droga e o número de apreensões triplicou", segundo Aissami.


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