Buenos Aires, 11 ago (EFE).- O presidente venezuelano, Hugo Chávez, assegurou que pagará o grupo Techint pela nacionalização de sua participação nas companhias Tavsa, Matesi e Comsigua, mas muito menos do que o valor pago à Siderúrgica do Orinoco (Sidor), nacionalizada em 2008.

Em entrevista publicada hoje pelo jornal "La Nación", negou, além disso, que a presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, não tenha gostado da "piada" feita por ele dizendo que não pensava em nacionalizar filiais de nenhuma empresa brasileira na Venezuela.

Segundo o líder venezuelano, "todo mundo sabe que foi uma piada" quando prometeu ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que não nacionalizaria "nenhuma" empresa brasileira.

Acrescentou que esclareceu publicamente suas declaração depois de conversar com Cristina, que "nunca se incomodou" com o incidente, mas pediu o esclarecimento, porque "estavam dando muito duro" na Argentina, por causa da campanha para as eleições legislativas de junho.

"O eixo Caracas-Buenos Aires é central para a região", disse Cristina, ao destacar a sintonia entre os dois Governos.

Chávez disse que os donos da Techint "são capitalistas que não têm alma" e que compraram empresas "estratégicas", como as do setor siderúrgico fornecedor de serviços à indústria petrolífera, enquanto "o Brasil está na Venezuela sob o formato de empresas mistas".

A Venezuela pagou US$ 660 milhões à Techint pelo total de US$ 1,97 bilhões negociados no acordo por 60% da Sidor, nacionalizada em maio de 2008.

Em abril, Chávez nacionalizou outro grupo de siderúrgicas que forneciam serviços à indústria petrolífera, entre elas a Tavsa, Matesi e Comsigua, do grupo argentino. EFE alm/pd

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