Caracas, 16 set (EFE) - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, reiterou hoje que o julgamento realizado estes dias nos Estados Unidos sobre o caso da mala é uma operação lixo e pediu a extradição da testemunha protegida Guido Antonini Wilson. Esse assunto da mala para nós não é um tema verdadeiro, é uma operação lixo. Cristina (Fernández de Kirchner, presidente da Argentina) disse isso, reiterou Chávez em entrevista coletiva no Palácio de Miraflores.

Ele acabara de voltar da cúpula da União de Nações Sul-americanas (Unasul) no Chile, onde se discutiu a crise boliviana.

"Por que o Governo dos Estados Unidos não extradita o bandido que é este empresário venezuelano-americano (Antonini) protegido lá? Aqui também tem uma ordem de captura da Interpol (Polícia internacional) por uma causa pendente, e na Argentina, por lavagem de dinheiro", assegurou.

Antonini se transformou na principal testemunha de um julgamento que acontece em Miami para determinar a origem dos US$ 800 mil encontrados em uma mala em seu poder quando chegava a Buenos Aires, que supostamente iriam para a campanha presidencial de Cristina.

Está previsto que Antonini, com nacionalidade venezuelana e americana, deponha esta semana como testemunha protegida, enquanto que Argentina e Venezuela negaram reiteradamente suas afirmações e até pediram sua extradição por causas pendentes com as justiças desses países.

O presidente venezuelano negou que tivesse almoçado com Wilson no Palácio de Miraflores ou que tenha dado dinheiro a ele.

Investigações posteriores às declarações de Antonini indicam, segundo o presidente, que ele passou "pouco tempo" na Venezuela antes de voar a Buenos Aires, e que tentou tanto entrar no Palácio de Miraflores como se incluir na comitiva presidencial que foi à capital argentina.

O chefe de Estado venezuelano reiterou que o "caso da mala" é um "plano" americano e que os EUA disseram uma "mentira que já estava pré-fabricada" como demonstraria, disse ele, o fato de que Antonini chegou àquele país dois dias depois de sua mala ser interceptada na Argentina e que ali "o FBI o protegeu imediatamente". EFE mmm/rb/db

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